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Após tragédia em Brumadinho, barragem de Mogi Guaçu será fiscalizada pela Aneel

Uma resolução do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, recomendando a imediata fiscalização de todas as barragens classificadas como “risco alto” ou com “dano potencial associado alto”, de acordo com relatório de Segurança de Barragens produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA), fará com que a barragem de Mogi Guaçu seja inspecionada.

A recomendação do governo federal ocorre em consequência da tragédia causada com o rompimento da barragem no Córrego do Feijão, no município de Brumadinho (MG). Atualmente, de acordo com o ministro, existem 20 mil barragens cadastradas no Brasil, com diversas finalidades. Deste total, 3.386 são classificadas com dano potencial associado alto ou risco alto.

Em Mogi Guaçu, apesar de a hidrelétrica ser considerada de pequeno porte, a fiscalização será realizada por conta da quantidade de moradores que vivem no entorno da barragem do Rio Mogi Guaçu, sob responsabilidade da concessionária AES Tietê. As datas dos trabalhos de fiscalização ainda não foram definidas, mas devem sair na próxima semana. A previsão é de que sejam concluídos até maio deste ano.

TRAGÉDIA
Uma barragem da mineradora Vale se rompeu no último dia 25, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Imagens aéreas mostram que um mar de lama destruiu casas da região do Córrego do Feijão. A empresa diz que, dos 427 empregados que estavam no local, apenas 279 foram localizados. Até o fechamento desta reportagem foram confirmados 142 mortos, 122 deles identificados; 194 desaparecidos.

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