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Com quase 300 casos, Mogi Mirim vive epidemia de dengue

Mogi Mirim tem quase 300 casos positivos de contágio pelo Aedes aegypti, o mosquito causador da dengue. Nessa semana, números divulgados pela Prefeitura informam a existência de 296 confirmações da doença. Há ainda outras 1.870 notificações, o que deve elevar ainda mais a quantidade de munícipes com a doença. O cenário já caracteriza estado de epidemia, segundo Joalice Franco, coordenadora da Vigilância em Saúde.

O número atual de confirmações teve um acréscimo de 99 casos, já que no boletim anterior, divulgado pela Vigilância em Saúde no dia 17, o índice era de 197 casos positivos. Isso representa um aumento de 50% de casos confirmados da doença em Mogi Mirim.

A realidade dos números, segundo Joalice, reforça a gravidade do momento. “Temos mais de 100 fichas para serem avaliadas e classificadas, e exames para chegar. Com certeza, vamos passar de 330 a 350 casos. Diante dos estudos, e com a ajuda da nossa regional do grupo de Vigilância Epidemiológica, chegamos à conclusão que estamos em estado de epidemia”, lamentou.

Na epidemia mais recente, em 2015, Mogi Mirim contabilizou mais de 6 mil casos de dengue e várias mortes decorrentes da doença. Os números atuais ainda estão aquém da realidade de quatro anos atrás, mas, Joalice faz um alerta. “A gente vai perder o controle se a população não fizer o papel dela. Perguntaram se faremos a nebulização em outros bairros, eu gostaria que não tivesse, porque significa que estou controlando e a população colaborando”, frisou.

Para ela, o foco é não deixar o mosquito nascer. “Infelizmente, o criadouro existe. Você faz a limpeza, faz a visita casa a casa a semana inteira, existe uma vigilância de controle do mosquito, mas, eles estão nascendo. A gente tira toneladas de sujeita nas ações e ainda encontra mosquito. E ele está evoluindo muito rápido, em três dias ele já está voando”, comentou.

Embora seja pregada a conscientização, Joalice vai além. “A população até está consciente, mas, ela precisa se sensibilizar. Que se sensibilize com a situação, porque quem teve dengue em 2015, nunca mais esquecer o que é a dengue. É insuportável, os sintomas são terríveis. Por isso, temos que eliminar os criadouros para não deixar o mosquito nascer”, reforçou.

No caso de aparecimento dos sintomas, Joalice recomenda a procura imediata do atendimento médico. “Não precisa ser só com o médico, os enfermeiros estão preparados. Temos um plano de contingencia com vigência até este ano, porque sabíamos que a epidemia ia acontecer”, comentou.

Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença

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