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Incêndio consome região do Vergel por mais de 8 horas

Um grande incêndio atingiu a região do Horto de Vergel, na divisa com Itapira, na manhã de quarta-feira, 7, causando a destruição de uma extensa área de mata, além da morte de animais silvestres, principalmente répteis. O Corpo de Bombeiros de Mogi Mirim e brigadistas da Defesa Civil de Itapira combateram as chamas das 11h até as 19h. 

Segundo o comandante dos bombeiros locais, Luiz Roberto Di Martini, o fogo formou uma linha de frente com mais de 300 metros de extensão, destruindo tudo o que estava pela frente. “Era assustador ver a altura que as labaredas alcançavam. A certa altura, a fumaça era tanta que tivemos que nos deitar para poder respirar”, relatou.

Os bombeiros e brigadistas fizeram um aceiro (barragem) com água em uma estrada de terra para evitar que o fogo avançasse ainda mais. Mesmo assim, uma casa de madeira, que estava abandonada, foi consumida pelas chamas. O fogo também destruiu três carros e um pequeno barraco, próximo a fornos clandestinos de carvão existentes no Vergel.

“Havia muita lenha estocada e carvão. Isso agravou ainda mais a situação, alimentando o fogo”, observou Di Martini. Aliás, as carvoarias clandestinas daquele bairro têm sido alvo de operações da Polícia Ambiental. 

O experiente bombeiro lamentou a morte de cobras, lagartos e outros animais silvestres que foram pegos de surpresa com a rapidez com que o fogo se propagou. “Vi até alguns filhotes de cães que ficaram feridos pelas chamas”, recorda. 

MAIS UM
No final da tarde, quando conseguiram controlar o fogo no Vergel e retornavam à base, os bombeiros mogimirianos ainda se depararam com outra queimada, às margens do Km 46 da Rodovia SP-147 e que também foi debelada graças a uma ação rápida. 

Ao todo, nos dois incêndios, foram utilizadas três viaturas e usados mais de 40 mil litros de água. Di Martini disse que 15 homens atuaram no Vergel, entre brigadistas de Itapira e bombeiros mogimirianos. O comandante elogiou o profissionalismo e dedicação dos colegas da cidade vizinha que atenderam, de pronto, o pedido de auxílio. 

Na manhã de quinta-feira, 8, o Corpo de Bombeiros retornou ao local, já que o fogo havia recomeçado. Ainda segundo Di Martini, os ventos fortes que ocorreram na madrugada de quarta e na quinta ajudaram a propagar e alimentar as queimadas. O trabalho foi, justamente, acabar com esses focos e identificar potenciais locais que possam dar início a outros incêndios. 

SOLIDARIEDADE
Já na tarde de segunda-feira, 5, uma grande queimada destruiu mais de quatro alqueires de mata e pasto em uma propriedade rural situada às margens da SP-191 (Mogi/Conchal). Segundo o dono das terras, o incêndio começou quando desconhecidos atearam fogo em um canavial em uma propriedade vizinha.

Rapidamente as chamas se propagaram e atingiram a vegetação. O incêndio se alastrou, destruindo a cerca, uma área de pasto, uma reserva de mata, além de ameaçar outros sítios. Porém, neste caso, a solidariedade entre funcionários da propriedade rural e vizinhos, foi fundamental no combate as chamas.

Após muito trabalho e com a feitura de um aceiro, os agricultores conseguiram deter o avanço do fogo. Um BO (Boletim de Ocorrência) foi feito da Delegacia Central, como “incêndio criminoso”. 

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