!


Paulo Silva quer reduzir cargos e destravar a construção civil

Flávio Magalhães

Dois dias após ser eleito para um terceiro mandato como prefeito de Mogi Mirim, Paulo Silva (PDT) esteve na sede do jornal A COMARCA. Durante a entrevista, realizada com os protocolos recomendados de proteção, devido à pandemia da Covid-19, o futuro chefe do Executivo mogimiriano afirmou que, entre suas ações de curto prazo, estão a redução da máquina administrativa da Prefeitura e ações para destravar o setor de construção civil na cidade.

“Se não for possível reduzir a máquina administrativa por lei, vamos deixar os cargos vagos”, adiantou Paulo Silva. Inclusive, a expectativa é de que um mesmo secretário deva assumir mais de uma pasta na Prefeitura. O menor número de comissionados revela a preocupação do prefeito eleito com o Orçamento municipal.

Nesse quesito, outra preocupação que revelou ter é sobre o endividamento do Município. Silva se refere às dívidas bancárias que financiaram obras de infraestrutura em Mogi Mirim e que precisam ser honradas pela Prefeitura. “Deve ter respaldo, evidentemente, mas, na minha visão, é um jeito de se burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, criticou.

Mais detalhes sobre esses financiamentos devem ser conhecidos durante a transição, que já começou. Paulo Silva ainda não havia conversado com o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB), mas isso deve ocorrer em breve. Até porque, o pedetista pretende se inteirar também sobre a situação da Santa Casa, atualmente sob intervenção da Prefeitura por determinação judicial.

“Só com o SUS, a Santa Casa não se sustenta. Para devolvermos [a administração do hospital à Irmandade], precisamos encontrar novas receitas para que sejam honrados seus compromissos. A Santa Casa precisa ser autossustentável, não sustentada”, defendeu. A situação deve ser analisada com calma.

“Não vamos tomar medidas intempestivas com relação à Santa Casa”, garantiu. Diante da impossibilidade jurídica de uma cogestão, como já houve no passado, o prefeito eleito fala em uma “gestão amiga” do hospital. “Vou me envolver nisso antes da posse”, prometeu.

DESTRAVA
Para estimular o emprego e renda a curto prazo, Paulo Silva pretende destravar a construção civil em Mogi Mirim. Basicamente, pretende estimular construções e edificações na cidade, desburocratizando a legislação atual sobre o tema, que considera antiga e restritiva.

Fez questão de dizer que não se trata de uma expansão da cidade, como tentou o ex-prefeito Gustavo Stupp (sem partido), entre 2013 e 2016, ao aprovar uma série de loteamentos pelo município, que acabaram embargados logo no início da gestão Carlos Nelson Bueno. A ideia é ocupar vazios urbanos existentes atualmente.

Ao mesmo tempo, quer trabalhar para colocar em prática nos próximos anos outros projetos que contribuam para o desenvolvimento econômico de Mogi Mirim, como a criação do novo Parque Industrial, a construção de moradias populares e a viabilização do Aeroporto Municipal. Para isso precisará da parceria da Câmara Municipal.

O fato de ser minoria – sua coligação elegeu apenas três vereadores – não assusta o prefeito eleito, que diz ter um bom relacionamento com parlamentares de outros partidos, citando nominalmente Cinoê Duzo (PTB), Marcos Gaúcho (PSDB), Magalhães da Potencial (PSDB), Sônia Módena (Cidadania), Márcio do Boxe (Podemos) e João Victor Gasparini (DEM).

“É uma boa Câmara, de qualidade”, avaliou. O prefeito disse que o diálogo com o Poder Legislativo será constante e a relação será melhor do que em seus dois governos anteriores (1997-2004). “Não vou enviar projetos importantes sem antes conversar com os vereadores”, ressaltou.

Prefeito eleito também revelou preocupações com a Santa Casa e o endividamento do Município (Foto: Silveira Jr./A COMARCA)

Nenhum comentário:

Deixe um comentário

Scroll to top