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Servidores da Santa Casa podem deflagrar greve nesta quarta

Os funcionários da Santa Casa de Mogi Mirim anunciaram que podem deflagrar uma greve a partir das 6h da próxima quarta-feira, dia 7. Eles alegam que a Prefeitura se nega a negociar com os quase 500 funcionários daquele hospital. A categoria pede um abono de R$ 500, além de um reajuste de 8,9%, que corresponde ao INPC dos últimos 12 meses.

Segundo os diretores do Sindicato dos Profissionais de Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde) há mais de três meses eles tentam uma negociação com a atual administração. A Santa Casa já foi notificada sobre a decisão e tem até o dia 7 para apresentar uma contraproposta.

“É inaceitável o descaso da Prefeitura, interventora do hospital, com os trabalhadores”, destaca a diretora do Sinsaúde responsável pelo posto de atendimento de Mogi Guaçu, Isilda Choquetta.

“Os profissionais pedem valorização e reconhecimento. Não podemos deixar que acumulem perdas salariais”, enfatiza a presidente do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento. Também faz parte das reivindicações o adicional de insalubridade de 40% para todos os trabalhadores em contato com os pacientes.

É o chamado pessoal de linha de frente e que atua diretamente no combate à pandemia de Covid-19. “É o mínimo que os trabalhadores merecem”, comenta a diretora do Sinsaúde, Michelle Vilela. No último dia 23 de junho, os funcionários organizaram um protesto em frente à Santa Casa.

Na ocasião, eles pediram ao prefeito Paulo Silva (PDT) “mais sensibilidade e respeito” para com os servidores daquele hospital. O lema dos funcionários é “salário digno é o melhor aplauso”.

Eles argumentam que estão trabalhando exaustivamente para conter a pandemia, mas não têm o reconhecimento das autoridades municipais e nem da direção do hospital. A situação dos servidores é tão desesperadora que eles já admitem trocar o reajuste salarial por uma cesta básica, desde que seja equivalente à distribuída pela Prefeitura aos servidores municipais.

OUTRO LADO
A Prefeitura informa que já ouviu os representantes do sindicato. Na ocasião, foram reivindicados reajuste salarial, concessão de abono emergencial, adicional de insalubridade e aplicação de cláusulas econômicas no contrato vigente.

No entanto, a Prefeitura – seguindo orientação da Secretaria de Negócios Jurídicos – afirmou que está impossibilitada de conceder quaisquer reajustes aos colaboradores. A lei federal complementar 173 proíbe o aumento de gastos públicos no ano de 2021 em função da pandemia de Covid-19. Portanto, como a Santa Casa está sob intervenção de um órgão público, a tese é de que a Prefeitura não pode comprometer seu orçamento com acréscimo na folha de pagamentos, cumprindo-se assim, as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Executivo afirmou ainda que reconhece o esforço de cada um dos colaboradores na linha de frente de combate à Covid-19, mas, neste momento, não pode atender às reivindicações, sob o risco de infringir a lei.

No último dia 23 de junho, os funcionários organizaram um protesto em frente à Santa Casa (Foto: Claudio H. Felício/Portal da Cidade Mogi Mirim)

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