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Colorações na água são resultados de reações químicas, explica Saae

O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) de Mogi Mirim divulgou uma nota à população a respeito da qualidade da água que chega a algumas residências do município. Nas últimas semanas, muitos consumidores notaram uma coloração atípica na água.

Segundo a autarquia, o que ocorre é uma reação química no tratamento da água. Isso porque, devido ao longo período de estiagem atual, a qualidade da água bruta sofre muitas alterações, dentre elas, o aumento da concentração de ferro e manganês.

"Como a Estação de Tratamento de Água (ETA) vem operando com uma vazão acima da sua capacidade, para suprir a demanda do município e evitar o desabastecimento, esta alta concentração de ferro e manganês prejudica as etapas do tratamento, ocorrendo uma reação química no momento da correção do pH, resultando partículas insolúveis em água, por isso o registro de colorações como amarelo claro, laranja tijolo, marrom avermelhado", explicou o Saae.

Esse processo de alteração na coloração pode levar até 48 horas para ser concluído, ou seja, ocorre quando a água já está nas redes de abastecimento, principalmente nos pontos em que a velocidade da água é baixa. O Saae garantiu ainda que isso não causa nenhum prejuízo à saúde. "A água que chega, mesmo com um tom amarelado, que pode causar estranheza, continua potável e própria para o consumo, tendo apenas essa característica estética", reforçou a autarquia.

"A maneira mais eficiente de resolver o problema é reduzir a vazão de água que está sendo tratada hoje. Assim, estamos analisando quais os impactos que essa ação ocasionará aos munícipes e planejando como mitigá-las", concluiu o Saae.

O Saae justificou que, devido ao longo período de estiagem atual, a qualidade da água bruta sofre muitas alterações (Foto: Arquivo)


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