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Morre Cilene Reis Lima, uma das maiores incentivadoras da Cultura de Mogi Mirim

Faleceu na madrugada de sábado, em sua casa, a atriz, produtora cultural e ex-secretária de Cultura de Mogi Mirim, Cilene Reis Lima, 61, casada com o maestro Carlos Lima. Natural de Andradas (MG), Cilene sempre esteve ligada à cultura mogimiriana, fazendo parte do pioneiro grupo teatral da professora Zelândia de Araujo Ribeiro, em meados dos anos 1970, na escola estadual Monsenhor Nora.

Com a morte prematura da professora, o grupo passou a se chamar “Teatro Zelândia”. A partir daí, sempre esteve ligada a outras trupes de artistas da cidade, promovendo o teatro amador com esquetes e apresentações em Mogi Mirim e região. Nos anos 1980, casou-se com o maestro Carlos Lima, uma “parceria cultural” que durou até hoje. 

Formada em Artes Cênicas pela Unicamp, Cilene trabalhou como chefe da Divisão de Cultura da Prefeitura no período de 2001 e 2004. Em 2005, ela foi nomeada Diretora do Departamento de Cultura e Turismo, onde ficou até 2011. Na sequência, atuou na coordenadoria de Projetos Culturais e Produção de Eventos da Banda Musical Lyra Mojimiriana. 

Dentre tantas atribuições, Cilene desenvolveu ações em prol da implantação de cursos e oficinas culturais, além de festivais de teatro e dança, o que permitiu o avanço artístico e cultural da cidade.

Sob o seu comando, o Centro Cultural viveu uma efervescência cultural jamais vista na cidade, com shows de grandes nomes da MPB, apresentações de teatro, exposições e o famoso Bar dos Artistas, idealizado por ela para angariar fundos para a cultura. 

Coincidentemente, o Bar dos Artistas foi relançado no último dia 15, quase como se fosse uma última homenagem à criadora. Durante esses eventos, Cilene promovia artistas da cidade, no campo da música, teatro, poesia, etc. Ela deixa duas filhas, as gêmeas Isabela e Gabriela.

O velório e sepultamento ocorreram na tarde deste sábado, no Cemitério da Saudade.


Cilene desenvolveu ações em prol da implantação de cursos e oficinas culturais, além de festivais de teatro e dança, o que permitiu o avanço artístico e cultural da cidade (Foto: Nato Canto)

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