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Para garantir abastecimento, Saae trabalha no limite há dois meses

O Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) de Mogi Mirim emitiu recentemente um alerta à população pedindo a conscientização para o consumo racional da água. Isso porque o longo período de estiagem, somado ao aumento de consumo típico desta época do ano, tem exigido a capacidade máxima de produção de água potável.

A Estação de Tratamento de Água (ETA), no Residencial do Bosque, opera no limite há dois meses, trabalhando 24 horas por dia. São entregues 34,5 milhões de litros de água potável à população todos os dias, distribuídos pelos 19 reservatórios espalhados em todas as regiões do município. Ainda assim, a autarquia descarta a possibilidade de falta de água para residências, comércios e indústrias.

O gargalo está na capacidade de captação e tratamento da água. Atualmente, são captados 400 litros de água bruta por segundo no Rio Mogi Guaçu, enviados diretamente para a ETA, que realiza o tratamento na mesma proporção. Considerando a taxa de consumo da população, hoje, o Saae estima que o ideal seria trabalhar com uma vazão de pouco mais de 460 litros por segundo, ou seja, 15% a mais do que a capacidade atual.

Mesmo assim, o Saae garante que todos os reservatórios espalhados pelos diversos bairros de Mogi Mirim mantêm níveis satisfatórios de reservação. Isso graças a um sistema informatizado, que faz o monitoramento de todos os reservatórios do município, sendo possível identificar as regiões que mais consomem. Assim, a autarquia realiza manobras para garantir o abastecimento. 

Contudo, devido ao elevado consumo, o armazenamento de água na ETA está abaixo do ideal. Os reservatórios da estação, a grosso modo, funcionam como um “reservatório geral” do município, com capacidade para 3 milhões de litros. Se abastecidos, armazenam o suficiente para um dia de falta total de água nos demais reservatórios. Por outro lado, se o consumo atual se mantiver elevado, pode não haver reserva para suprir o abastecimento do município, em caso de necessidade. Daí a motivação para o alerta quanto à conscientização prévia da população.

Visando justamente o aumento da capacidade de captação e tratamento de água, a ETA passa por obras de ampliação, que já estão em reta final. Com o trabalho concluído, a capacidade de produção vai saltar dos 400 litros para 520 litros de água potável por segundo, o que deve garantir, segundo estimativas da Prefeitura, o abastecimento dentro da projeção de crescimento populacional dos próximos 30 anos.

DEBATE
O uso consciente e racional de água e a crise hídrica nacional levou os prefeitos de Mogi Mirim e Mogi Guaçu, além do vice-prefeito de Itapira, a organizarem uma reunião na manhã de sexta-feira, dia 1º de outubro, em conferência on-line. Além de Paulo Silva (PDT), Rodrigo Falsetti (CDD) e Mário da Fonseca (PSL), participaram do encontro virtual os diretores dos serviços de água dos municípios, além de técnicos da AES Tietê.

Na pauta, a preocupação com a crise hídrica que afeta todo o país e que pode ter consequências para os municípios abastecidos pelo Rio Mogi Guaçu. Neste primeiro momento, Mogi Mirim e Mogi Guaçu não sofrem dificuldades na captação de água, já que utilizam a estrutura da hidrelétrica no Rio Mogi Guaçu e Itapira possui outras fontes de abastecimento. 

No encontro, ficou acertado que os setores de comunicação das três cidades irão se reunir para viabilizar uma campanha que possa alertar à população sobre as consequências do desperdício de água. Essa preocupação ocorre em virtude da estiagem e da utilização irracional de água. “É fundamental que essa atenção seja coletiva e que todas as pessoas utilizem a água de maneira econômica”, alertou o prefeito Paulo Silva.

São entregues 34,5 milhões de litros de água potável à população  todos os dias, tratados pela ETA (Foto: Arquivo/Prefeitura de Mogi Mirim)

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