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Crea-SP estimula projetos sobre cidades inteligentes no estado

O conceito de cidades inteligentes está em expansão em todo o mundo e consiste em transformar os espaços urbanos em lugares com mais qualidade de vida para o cidadão. Nesse processo, a tecnologia é uma aliada para a concretização de cidades mais humanas e eficientes. Até 2024, a perspectiva é de US$ 203 bilhões de investimento em projetos da área no mundo todo. No Brasil, das 100 cidades mais inteligentes, 37 estão localizadas em São Paulo, conforme o Ranking Connected Smart Cities.

Para mapear a realidade dos municípios do Estado e estimular o desenvolvimento de novos projetos, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) tem realizado, desde 2021, os Colégios Regionais de Inspetores. São eventos que contam com participação de especialistas em cidades inteligentes que ministram palestras e workshops com o objetivo de capacitar os profissionais da área tecnológica. Além da disseminação de conteúdo, os participantes também identificam e priorizam os desafios e os potenciais de cada região para propor projetos ligados ao tema. O diagnóstico final será compartilhado com os governos estadual e municipais.

O presidente do Crea-SP, Eng. Vinicius Marchese, destaca a importância de estar na dianteira desse processo: “O estado de São Paulo já é referência em tecnologia e inovação. Precisamos estar à frente do movimento de cidades inteligentes. E, nesse contexto, o papel do Crea-SP é contribuir para que o poder público tenha mais condições de mapear os municípios e construir projetos que impactem positivamente a sociedade”, explica.

Foto: Divulgação

Sobre a colaboração do Crea-SP para impulsionar a inovação no Estado, com base na experiência do seu processo de transformação, Marchese compartilha suas percepções:

– Como a experiência do Crea-SP auxilia no desenvolvimento de projetos para cidades mais inteligentes?

O Conselho tem passado por um intenso processo de transformação, que gera valor ao profissional ao trazê-lo, cada vez mais, para o centro das decisões. Entendemos que a participação das pessoas que vivenciam o dia a dia das cidades é fundamental para que novas soluções sejam criadas. Essa experiência demonstra que o envolvimento de todos é necessário para concretizar mudanças estruturais.

– Nesse processo de transformação do Conselho, quais foram as entregas realizadas e o que mudou efetivamente?

Para todos os projetos que envolvem a transformação do Crea-SP, com base no conceito de cliente no centro do processo, envolvemos os profissionais, os colaboradores e instituições de ensino para nos ajudar a desenvolver projetos que realmente transformem o serviço prestado pelo Conselho. Ampliamos e modernizamos nossos canais de atendimento, estamos digitalizando 100% dos processos internos, lançamos um novo site e um portal de serviços que reúne as principais funcionalidades do Conselho, e criamos o Crea-SP Capacita, programa de aprimoramento profissional junto a renomadas instituições de ensino. Além disso, criamos o CreaLab, plataforma que mapeia soluções inovadoras para resolver desafios complexos de maneira ágil ao conectar pessoas, startups e instituições. Estimulamos, ainda, a criação de hubs de inovação em parceria com as associações com objetivo de oferecer um espaço propício ao ecossistema de inovação e impulsionar projetos e conexões em todo Estado. Foi inaugurado, em 2021, o hub de inovação em Mogi Mirim, parceria entre o Conselho e a Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mogi Mirim (ASEAAMM). O próximo lançamento será do Hub de Inovação Nova Alta Paulista (Hinap), criado pela Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Nova Alta Paulista (Aeaanap), em Adamantina, no dia 7 de fevereiro.

– Qual foi o impacto dessa transformação para a fiscalização do exercício profissional, função principal do Crea-SP?

O impacto foi gigantesco. De 2015 a 2021, tivemos um salto de 900% no crescimento do número das ações de fiscalização. Esse resultado só foi possível graças ao uso da tecnologia para apoiar a fase de pesquisa e apuração antes dos agentes fiscais irem à campo, o que otimiza o trabalho. Outro ponto é a adoção do modelo das forças-tarefas, que fiscalizam determinadas atividades, regiões e períodos pré-estabelecidos. No ano passado, alcançamos a marca histórica de quase 300 mil ações fiscalizatórias, o que representa 45% a mais da meta prevista. Queremos continuar evoluindo e já estabelecemos a meta de 400 mil ações de fiscalização para 2022, garantindo a segurança e proteção da sociedade, ao assegurar que à frente das atividades técnicas esteja um profissional habilitado pelo Conselho.

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