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Mirlene Picin comenta Jogos de Inverno de Pequim para a Globo

Diego Ortiz

Sem conseguir classificação para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, na China, a esquiadora Mirlene Picin atua como comentarista do evento para os canais Globo e SporTV nas modalidades ski cross-country, biathlon e combinada nórdica. Em 2018, a mogimiriana já havia comentado a competição para os dois canais.

Como a atuação está relacionada ao fato de não ter conseguido a classificação, Mirlene fez uma postagem no Facebook em que expressou uma visão triste da situação. “Quatro anos antes, estive nesse mesmo estúdio, e confesso que estar aqui novamente neste momento, não fazia parte dos meus planos”, colocou, no início da postagem.

“Poder estar na Globo e SportTV novamente, trabalhando na cobertura de um evento esportivo de tamanha magnitude, é muito importante para a minha carreira na área de comunicação”, reconheceu Mirlene (Foto: Arquivo Pessoal)

Ao abordar a oportunidade de comentar para o grupo Globo, ao ser questionada por A COMARCA, Mirlene, porém, separou as funções de atleta e comunicadora e celebrou a importância da atuação nas emissoras. “Tenho que ser profissional, nas duas áreas que atuo. No esporte e na comunicação. Como não me classifiquei, sai de cena por um breve período a atleta, e entra a comunicadora. Poder estar na Globo e SportTV novamente, trabalhando na cobertura de um evento esportivo de tamanha magnitude, é muito importante para a minha carreira na área de comunicação”, reconheceu.

Mirlene estava na luta por uma das duas vagas femininas no ski cross-country garantidas para o Brasil. Além de permanecer nas duas primeiras colocações do ranking, precisava estar elegível no critério B do sprint, o que exigia reduzir a média de seu índice FIS, a sigla da Federação Internacional de Ski. Porém, Mirlene caiu da segunda para a terceira colocação no ranking e também não conseguiu reduzir o índice para o patamar necessário para obter vaga. Para ter direito a uma vaga, além de assegurar uma das duas primeiras posições, precisava ter um índice médio abaixo de 300, mas permaneceu acima.

A primeira colocação no ranking do Brasil foi assegurada por Jaqueline Mourão, com uma distância expressiva entre as demais. A segunda colocação no ranking era de Mirlene, que acabou ultrapassada por Bruna Moura no dia 13 de janeiro, com a competição em Zlatibor, na Sérvia.

A segunda vaga ficaria com Bruna, mas a atleta testou positivo para a Covid-19 e iria fazer um novo teste no dia 27. Caso desse positivo novamente, ficaria fora dos Jogos. No dia do teste, sofreu um acidente, fraturou o pé e ficou fora devido à contusão. Como terceira colocada, Mirlene herdaria a vaga de Bruna, mas o fato de não ter conseguido ficar com o índice abaixo de 300 a deixou de fora. A quarta colocada Duda Ribera foi, então, chamada.

A lista em que foi necessário ficar abaixo de 300 contabiliza também provas de rollerski, que é o ski com rodas, praticado no asfalto. Caso não contasse rollerski, Mirlene herdaria a vaga de Bruna e estaria nos Jogos de Inverno. O critério utilizado foi definido pela própria Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). Outros países consideram os pontos apenas na neve e não do rollerski.

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