A Comarca

Luiz afirma que vai deixar o MMEC rumo ao exterior

Diego Ortiz

Com o mandato como presidente expirado em 31 de dezembro de 2021, o dirigente Luiz Henrique de Oliveira declarou que, depois de resolvida a questão da discussão judicial da legalidade da assembleia em que foi reeleito, irá deixar a presidência do Mogi Mirim e viajar para estudar no exterior. “Eu vou tirar um período sabático, vou embora do país, vou dar uma estudada, não vou estar por aqui, eu já vinha amadurecendo há algum tempo e agora chegou o momento. Eu estou encerrando minha passagem. Eu tenho um projeto de uma pós-graduação e vou fazer fora do país. Vou ficar um bom tempo fora”, declarou.

A afirmação foi feita à reportagem de A COMARCA, que procurou o dirigente para ouvi-lo sobre as declarações do gestor de futebol, Wilson Matos, em relação às responsabilidades de Luiz para o insucesso do clube na obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) a tempo de colocar o time no Campeonato Paulista da Segunda Divisão Sub-23, a Bezinha, o quarto patamar estadual. Quebrando o silêncio e a postura de não atender à reportagem, Luiz, depois de responder às questões relacionadas a Wilson, acabou falando da decisão de deixar o clube.

“Só vou terminar de resolver essa questão jurídica, porque temos o direito, eu fui eleito, isso e suponhamos que validaram nossa assembleia, eu não vou ficar no clube, isso eu posso te garantir”, declarou Luiz Oliveira, para A COMARCA (Foto: Arquivo/A COMARCA)

“Depois que a gente trouxe a WKM (empresa de Matos), a gente saiu da frente, porque é um parceiro sério, um parceiro bom pro clube. Desde dezembro já tomei a decisão que não vou mais ficar à frente do clube. Desde a nossa discussão jurídica, eu tomei a decisão de sair do país. Não sou mais candidato. Eu tomei a decisão que não vou mais estar à frente do clube. É uma decisão pessoal minha, só vou terminar de resolver essa questão jurídica minha, porque nós temos o direito, que eu fui eleito que ela foi extremamente legal, a gente entende isso e suponhamos que decidiu, validaram nossa assembleia, eu não vou ficar no clube, isso eu posso te garantir. Eu tenho outros projetos pessoais para tocar”, afirmou.

Questionado se a vice-presidente de sua chapa Rosane Araújo, irmã de Luiz, ficaria como presidente na hipótese de a assembleia ser legalizada, respondeu. “Não sei, o clube tem os sócios, eles que decidem o que vão fazer, quem vai ficar. Eu vou discutir sim minha assembleia, só isso vou fazer, até o final, mas não vou mais estar à frente do clube, em nenhuma função, tenho projetos pessoais, vou ter que cuidar deles”, declarou.

Sobre a possibilidade de lançar o filho Diego Oliveira, como já chegou a ser cogitada em outros momentos, refutou. “Zero possibilidade, nenhuma, nenhum dos meus filhos”, disse. Perguntado se poderia voltar futuramente, disse que não. “Eu não estarei capitaneando nenhum esforço, eu trouxe o parceiro pro clube e a partir daí, eu encerro minha jornada em termos de presidência, de diretoria”, afirmou.

Já questionado sobre a ideia já cogitada de transformar o clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) antes de sair para deixar o comando nas mãos de um empresário, respondeu: “Isso daí eu tentei, mas os sócios foram contra naquela época, o que para mim já era para ter feito, mas eles foram contra”, declarou.

Hoje, o Mogi Mirim está sem presidente e conta com uma administração provisória do escritório Murillo Lobo & Advogados Associados, nomeado pela Justiça para reorganizar o quadro social, promover o recadastramento de sócios e realizar eleições. Paralelamente, Luiz briga para validar a assembleia, suspensa pela Justiça, em que foi anunciada sua reeleição.

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