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Società comemora Dia do Imigrante Italiano

A Società Emilia-Romagna Baixa Mogiana, nova denominação da Società Ítalo-Brasiliana di Cultura e Beneficenza di Mogi Mirim, está celebrando o Dia Nacional do Imigrante Italiano, comemorado nesta segunda-feira, 21 de fevereiro.

“Bem antes do ano de 1886, quando os fazendeiros de Mogi Mirim começaram a angariar o trabalho de imigrantes estrangeiros para suas lavouras de café e algodão trazendo, além de outras nacionalidades, um grande contingente de italianos, há relatos sobre italianos em nossa cidade”, observou o presidente da Società, Sebastião Zoli Júnior.

Zoli revelou que um dos projetos da Società será realizar uma pesquisa em livros sobre o tema, revistas e jornais antigos para aprofundar o conhecimento da história dos italianos em Mogi Mirim. “Principalmente, procurar junto às famílias de origem italiana de nossa cidade suas histórias, fotos e qualquer outro material que possa nos ajudar a enriquecer todas as informações que conseguirmos coletar e, aí sim, termos algo peculiar de nossa cidade nesta questão”, declarou Zoli.

Uma das principais motivações para a reativação da Società, em dezembro de 2021, foi o projeto do monumento em homenagem aos imigrantes italianos, em virtude de haver essa carência na cidade.

O fator responsável por impulsionar a reativação foi o artista plástico Paulo Henrique Longatto ter oferecido de forma gratuita estátuas em homenagens aos imigrantes italianos. “Através do contato do Paulo Henrique Longatto, que há muito gostaria de realizar isso, junto ao Gerson Rossi e posteriormente comigo, é que começamos a alinhar e desenvolver melhor esta ideia. O Paulo Longatto ofereceu as Estátuas da Famiglia Italiana gratuitamente, fez a doação
delas”, colocou Zoli.

O projeto do monumento foi aprovado pela Prefeitura e obtido o alvará para a construção dos pedestais onde serão colocadas as estátuas. O local definido é nas proximidade do Pátio dos Italianos, denominação da área entre a Antiga Estação da Mogiana, aonde os italianos chegavam desde 1875, em Mogi Mirim e região, e a Central de Serviços, onde
são realizadas as feiras nas manhãs de sábado e noites de quarta-feira.

Houve ainda a doação do projeto de construção e paisagismo dos arquitetos Orpheu e Cleia Thomazini. Longatto foi empossado como diretor cultural da Società e Orpheu como conselheiro fiscal.

“Agora o que a gente já está conseguindo é a viabilização da construção. Este ano ainda esperamos que seja entregue esta obra maravilhosa que irá homenagear todos os imigrantes italianos que vieram para a nossa cidade quer no Século
XIX ou no XX também, que ajudaram juntos com outros, a formar e engrandecer nossa cidade”, destacou Zoli.

CONVITE
Zoli aproveitou a entrevista à reportagem de A COMARCA para um convite à associação à Società: “Quem queira resgatar sua história, apoiar que essa história não seja apagada, que venha fazer parte da Societá também”.

Os interessados podem entrar em contato com Zoli pelo WhatsApp (19)99111-3080.

DATA
A data de 21 de fevereiro comemora o Dia do Imigrante Italiano por marcar a chegada do navio La Sofia, em 1874, na cidade de Vitória-ES, trazendo a primeira leva de imigrantes italianos, composta por 380 famílias em busca de uma vida nova no Brasil. A data ficou marcada simbolicamente como o início do processo migratório em massa de italianos para o Brasil.

Até 1920, 7 milhões de italianos desembarcaram no país e muitos imigrantes partiram trabalhar em plantações de café. Com o passar do tempo, perceberam que o retorno nas lavouras era lento e parte rumou para a zona urbana e passou a atuar em fábricas e serviços.

Atualmente, o Brasil abriga mais de 30 milhões de descendentes de italianos, número que coloca o país no topo da relação de países com a maior quantidade de pessoas que possuem alguma ligação com a Itália.

 

Pesquisa da Universidade de Bolonha chega a Mogi Mirim

A Società Emilia-Romagna Baixa Mogiana irá participar de uma pesquisa da Universidade de Bolonha, inserida no projeto Turismo delle Radici, em português, Turismo de Raízes. “Um projeto para pessoas do Brasil e do mundo que queiram ir até a Itália para conhecer de onde seus ancestrais vieram, a Società vai participar de uma pesquisa justamente neste sentido”, salientou o presidente da Società, Sebastião Zoli Júnior.

A pesquisa é realizada por uma bolsista brasileira estudante da universidade localizada em Bolonha, capital da Emilia-Romagna. “A pesquisa vai ser feita com a Società Italiana, mas é para justamente conhecer como as pessoas no Brasil ou sócios da Societá que tenham origem da Emilia-Romagna, do Veneto ou da Lombardia, se há interesse de visitar a
Itália para conhecer os locais de onde os ancestrais vieram. Para ter um norte, porque aí as regiões vão fazer pacotes especiais, vão estar com preços facilitados nos locais, facilitar também a visitação desses locais, porque muita gente chega lá de para-quedas, não sabe nem aonde tem que ir e quem procurar e acaba não conhecendo mesmo os lugares onde gostaria de conhecer”, explicou Zoli.

O presidente frisa a importância da pesquisa em termos de visibilidade. “É a questão de você estar participando já de uma pesquisa de uma universidade italiana onde a visibilidade que a Società começa a ter lá fora também, não só aqui”, valorizou.

BUROCRACIA
Com a ata da assembleia geral realizada em dezembro de 2021, quando foi definida a reativação da entidade e
eleita a nova diretoria, e o estatuto registrados em cartório, Zoli está dando sequência aos trâmites burocráticos para registrar a Società no Consulado Italiano e na região da Emilia-Romagna.

O registro do Consulado está mais adiantado. Há a exigência de um número de 35  associados com dupla cidadania reconhecida, critério atendido pela Società, que apresenta 45 sócios nesta categoria, incluindo uma italiana nata, Luigina Balestro.

O registro na região leva um tempo maior porque é necessário enviar a ata de assembleia e o estatuto traduzidos para o italiano. “Com esse registro na região, a gente pode receber ajuda financeira para projetos culturais, sociais, parcerias, tentar trazer cursos, bolsa de estudos para jovens de ascendência italiana. Só para você ter uma ideia da Emilia-Romagna, já vieram escritores, chefs de cozinha, cursos para outras cidades que têm o mesmo tipo de associação. E também fazer uma parceria com o Social da Prefeitura e pegar alguma associação para que a gente possa levar alguma coisa profissionalizante, artesanato”, revelou.

Hoje, a Società conta com 65 associados e irá buscar novos sócios. O valor da anuidade é R$ 150, o equivalente a uma mensalidade de R$ 12,50. A sede provisoriamente irá funcionar em uma sala nas dependências do escritório de contabilidade de Paulo Ferreira, na região central. “Acredito que em 15 dias no máximo, a gente já possa estar atendendo lá”, estima Zoli.

Em breve, a Societá espera iniciar o ensino on-line do idioma italiano e, futuramente, haverá aulas presenciais.

No planejamento também está montar o Museu da Memória Italiana, com projeto arquitetônico também doado
por Orpheu, em local ainda indefinido. A ideia é buscar um terreno onde seriam montados a sede e o museu. A Società também voltará a ser responsável pela organização da Festa Della Mamma, atualmente promovida por Zoli em parceria com a Prefeitura e entidades assistenciais. Porém, para 2022, a realização ainda está indefinida devido à pandemia de
Covid-19.

DIRETORIA
A diretoria da Società apresenta o presidente Sebastião Zoli Júnior, vice-presidente Rogério Élcio Manera, diretor tesoureiro Gerson Luiz Rossi Junior, diretor Social Celso Antonio Davoli Bueno de Oliveira, diretor cultural Paulo Henrique Longatto e conselheiro fiscal Orpheu Thomazini Daneluzzi.

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