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União São João de Araras fecha parceria para se tornar clube empresa

Conhecido por revelar talentos como o pentacampeão mundial Roberto Carlos, o União São João de Araras, fundado em 1981, é o mais novo time a buscar parceria para iniciar transição para a Sociedade Anônima de Futebol (SAF).

A negociação com o escritório especializado JRCLaw, que vai resultar na mudança, foi concluída no início deste mês. O advogado Jean Cioffi será responsável pela transição da gestão do clube e pela interlocução com eventuais parceiros e investidores.

Desde 1993, o União São João de Araras é administrado com enfoque empresarial, mas só agora utilizará os benefícios da Lei 14.193, publicada no segundo semestre do ano passado, que criou a SAF e virou tendência no futebol, atraindo grandes times como Cruzeiro, Vasco e Botafogo.

Para o vice-presidente do clube, Antônio Carlos Beloto, a mudança permitirá atingir o objetivo dentro de um planejamento de médio e longo prazo em disputar as principais divisões do futebol nacional.

“O futebol não é feito somente de paixão, mas de razão para tornar ele um negócio rentável e contínuo. A experiência do escritório na área jurídica e na busca de investimento é essencial para a guinada do clube, para os acordos com credores e a busca por patrocínio na volta ao futebol paulista. A SAF vai nos dar principalmente credibilidade”, avalia Beloto.

O União São João de Araras já revelou jogadores como o lateral Roberto Carlos, que atuou em clubes como Palmeiras e Real Madrid e foi pentacampeão mundial pela Seleção Brasileira. Na década de 1990, disputou a série A do Brasileirão e, em 2002, foi vice-campeão do Campeonato Paulista.

“A mudança para SAF é um caminho sem volta. No Brasil, revelamos jogadores para o mundo inteiro e os clubes estão sempre endividados. Nesta nova figura empresarial, há segurança jurídica e transparência para todos: clube, torcedores, credores e novos investidores”, comenta Jean Cioffi.

Para dar a largada na retomada do futebol e no retorno social à comunidade, o União vai focar também no lado social na formação de atletas e cidadãos, inclusive tirando jovens das ruas, bem como participando de sua capacitação.

“Nem todos que passam por aqui se tornam grandes jogadores, mas todos são formados e ensinados. Além disso, o clube emprega, de forma direta e indireta na cidade, gera renda. Tem a pessoa que cuida do estacionamento, a que vende pipoca e bebidas, isso faz de fato girar a economia e torna o retorno do clube muito interessante para a cidade”, comenta Beloto.

“A mudança para SAF é um caminho sem volta”, comenta o advogado Jean Cioffi (Foto: Divulgação)
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