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Servidores rejeitam reajuste de 2% proposto pela Prefeitura de Mogi Mirim

A Prefeitura de Mogi Mirim oficializou a proposta de 2% de reajuste ao funcionalismo municipal. A proposta foi entregue ao meio-dia de quinta-feira, dia 17, algumas horas antes da assembleia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Mirim (Sinsep). Na votação, realizada de maneira on-line, 84% rejeitaram a proposta.

Como não houve acordo, havia a opção de retomar as negociações no dissídio do ano que vem ou até mesmo deflagrar greve. Prevaleceu, porém, a negociação através de uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho, com uma pequena margem sobre as demais alternativas.

Com relação às demais propostas apresentadas em ofício assinado pelo secretário de Administração, Mauro Nunes Júnior, a assembleia votou favoravelmente. Foi o caso da concessão do benefício do cartão alimentação no valor de R$ 300 à categoria, além do recebimento da cesta básica, aprovado por 95% dos votos, e a alteração da referência salarial dos cargos com salários inferiores ao salário mínimo nacional, aprovado por unanimidade.

Também foi aprovada a alteração do benefício da cesta básica, aumentando os isentos de pagamentos dos atuais 869 para 1.239, o que representa 48% dos servidores com isenção total de  benefícios. O mesmo para o passe dos trabalhadores. Já outras demandas do funcionalismo foram atendidas pela Prefeitura, como a concessão do piso nacional do magistério e dos agentes comunitários de saúde e agentes de saúde retroativos de acordo com a legislação federal, a opção de escolher entre um cartão alimentação e cesta básica (a consulta aos servidores está marcada para junho), a reestruturação de cargos e salários do funcionalismo, e a revisão geral do pagamento da progressão funcional de cada servidor, dentre outros.

PREFEITO
Em conversa com a imprensa, o prefeito Paulo Silva (PDT) afirmou que o mais importante é o cartão alimentação de R$ 300, uma vez que, segundo justificou, para quem ganha entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, ou seja, a maioria da categoria, vai representar, na verdade, um reajuste entre 22% e 17%, respectivamente. “É salário indireto e não tributável”, ressaltou. “Sem contar que a alimentação
pesa mais percentualmente para quem ganha menos”, acrescentou. Paulo Silva disse que mesmo os servidores que ganham R$ 10 mil terão, na realidade, 5% de reajuste, ou seja, 2% de aumento direto e mais os R$ 300, que equivale a 3% desse salário.

O prefeito também ressaltou as demais propostas apresentadas pela Prefeitura, como a ampliação da isenção da cesta básica para mais 350 servidores com baixos salários e que hoje estão  sofrendo descontos entre R$ 31 a R$ 93 nos seus salários para poderem receber esse benefício. Ele ainda citou que os profissionais da educação terão o piso elevado por determinação federal, sendo que alguns chegarão a ter até 70% de reajuste do salário-base.

Por último, Paulo Silva acredita que, com essas propostas, estará privilegiando quem ganha menos e reduzindo a desigualdade salarial.

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