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Bacia do Rio Mogi Guaçu recebeu 93 fiscalizações durante a piracema

Foi encerrado na segunda-feira, dia 28, mais um período de proibição de pesca em todas as bacias hidrográficas paulistas durante a piracema, época do ano na qual os peixes de água doce se reproduzem. O período de fiscalização teve início em 1º de novembro do ano passado.

O capitão PM Helington Ilgges da Silva, comandante da 2ª Companhia de Polícia Ambiental, baseada em Piracicaba e responsável pela fiscalização nas bacias dos rios Piracicaba, Mogi Guaçu, Capivari, Pardo e Jaguari, disse em nota distribuída à imprensa que o trabalho de fiscalização foi muito bem conduzido durante todo o período.

Na bacia do Mogi Guaçu, foram realizadas 93 ações fiscalizatórias, que resultaram em seis flagrantes de pesca com a expedição de oito autos de infração durante o período. Considerado um dos grandes berçários de diversas espécies aquáticas no interior paulista, o Mogi Guaçu sempre teve uma atenção muito especial da Polícia Ambiental.

O comandante agradeceu a colaboração do cidadão comum, o qual, segundo ele, tem sido de suma importância em ajudar o trabalho de fiscalização. “Contamos também com o apoio da população e da imprensa regional que, através de denúncias, nos ajudou no combate aos atos ilegais de pesca e à preservação da reprodução dos peixes que compõe a Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, como o Dourado, a Piapara, o Piau, o Corimbatá, entre tantos outros que foram preservados”, destacou.

Normas
A Polícia Ambiental lembra ainda que apesar do término da proibição da pesca no período da piracema, existem normas para que a atividade seja realizada de forma a não se tornar predatória, amparadas pela Instrução Normativa do Ibama nº 26 de 2009. Confira quais são as principais:

1 – Locais proibidos a exemplo de corredeiras, barramentos, escadas de peixes, etc;

2 – Petrechos proibidos e não permitidos a exemplos das tarrafas e redes que não são permitidas para o pescador amador (somente pescador profissional);

3 – Métodos e técnicas proibidas a exemplo da técnica da lambada, que consiste em fisgar o peixe não pela boca, mas pelo corpo;

4 – Tamanho mínimo permitido para cada espécie em que é vedada a captura de exemplares com tamanho inferior;

5 – Cota para captura a exemplo do pescador amador que só pode capturar 10 kg + 1 exemplar.

Pescar em escadas usadas para transposição de peixes continua proibido (Foto: Divulgação)

O presidente da entidade Sentinelas do Rio Mogi Guaçu, Jean Canato, chamou a atenção para a necessidade de preservação do curso d’água. “Nós, os pescadores, os verdadeiros defensores do rio, devemos continuar atentos, fiscalizando, denunciando os maus tratos a esse rio tão importante na nossa região. Sim, sabemos e conhecemos a problemática que envolve esses maus tratos, o esgoto, por exemplo, e ainda devemos continuar atentos a esse descaso”, destacou. O artigo está publicado, na íntegra, abaixo.

FIM DA PIRACEMA

Por Jean Canato

Hoje, dia 1º de março de 2022, se encerra o período do defeso e a pesca volta a ser liberada, porém precisamos nos atentar sobre algumas restrições que continuam.

A pesca amadora está liberada nos modelos embarcado e barranco. Alguns equipamentos são restritos a uso profissional, como as redes.

Ainda precisamos nos atentar a algumas leis de proibição que seguem o ano todo. Corredeiras, 200 metros acima e abaixo, continua proibido. Local com escada de peixes devem ser respeitados 1000 metros. Saída de afluentes e efluentes também devemos obedecer 200 metros.

As chuvas de final de 2021 e inicio de 2022, as quais nosso Rio Mogi Guaçu recebeu uma vazão acima da média, proporcionaram uma desova muito boa. Teremos um ano de 2022 muito bom de peixes, algo que não acontecia há anos.

As fiscalizações também foram frequentes, atendendo ao possível, claro, visto que o Rio Mogi Guaçu tem 473 quilômetros de extensão.

Nós, os pescadores, os verdadeiros defensores do rio, devemos continuar atentos, fiscalizando, denunciando os maus tratos a esse rio tão importante na nossa região. Sim, sabemos e conhecemos a problemática que envolve esses maus tratos, o esgoto, por exemplo, e ainda devemos continuar atentos a esse descaso.

Esta instituição, Sentinelas do Rio Mogi Guaçu, continua com o mesmo propósito, ser atuante na medida do possível, dar vozes ou ser um canal aberto à problemática que envolve nosso rio.

Ótima temporada a todos.

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