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Mais de mil crianças menores de 5 anos morreram devido à Covid-19 no Brasil

Desde o início da pandemia no Brasil, 21.392 crianças menores de cinco anos já foram hospitalizadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionada à Covid-19 e 1.335 morreram, sendo que 875 tinham menos de um ano de vida. As informações podem ser consultadas nos boletins epidemiológicos 43, 92 e 101 do Ministério da Saúde, mas o número real pode ser ainda mais alto, já que a testagem para o SARS-CoV-2 ainda está aquém do necessário no país.

A estatística não deixa dúvidas sobre o grande risco que o Sars-CoV-2 representa para crianças – que, ao contrário do que se pensava no começo da pandemia, também desenvolvem a doença grave e podem morrer. Uma das consequências mais severas é a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), condição que atinge principalmente meninos e meninas não vacinadas. Mais de 1.500 crianças e adolescentes de zero a 19 anos já foram acometidos pela síndrome no Brasil.

Até o momento, a vacinação é a única forma de combater a Covid-19. Desde 20/1, a CoronaVac, vacina do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac, é aplicada no país na faixa etária de seis a 17 anos, após aprovação unânime da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Uma série de estudos científicos, no entanto, já comprovou a segurança e imunogenicidade da CoronaVac em crianças a partir dos três anos, como os ensaios clínicos de fases 1 e 2 feitos pela Sinovac e publicados na The Lancet Infectious Diseases. Com base nessas evidências, países como China, Chile, Colômbia, Tailândia, Camboja, Equador e o território autônomo de Hong Kong já aplicam o imunizante nessa população. Nas próximas semanas, o Butantan pretende solicitar à Anvisa a inclusão da faixa etária de três a cinco anos no programa de vacinação com a CoronaVac.

 

CoronaVac é segura inclusive para bebês a partir de seis meses

Outras pesquisas feitas pelo mundo demonstraram que a CoronaVac protege uma faixa etária ainda mais ampla, a partir dos seis meses de idade. Parte de um robusto ensaio clínico de fase 3 conduzido pela Sinovac com 4 mil crianças de seis a 35 meses mostrou que o imunizante é seguro e não causou nenhuma reação adversa grave.

Outro trabalho feito por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com 27 crianças de sete meses a cinco anos concluiu que a vacina do Butantan é segura e eficaz para esse público. As crianças receberam por engano o imunizante no lugar da vacina da gripe e apresentaram produção de anticorpos sem eventos adversos.

A baixa incidência de efeitos colaterais é uma das características das vacinas de vírus inativado como a CoronaVac, já que o vírus nessa condição é incapaz de se replicar no organismo. Um estudo feito em Hong Kong mostrou que o imunizante tem 83% menos chance de provocar reações adversas do que vacinas de RNA mensageiro (mRNA). Na China, o acompanhamento de 120 milhões de crianças acima de três anos que tomaram a vacina tem mostrado que a CoronaVac causa raros e leves eventos adversos.

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