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Comerciantes reivindicam limpeza no Rio Mogi Mirim

Comerciantes da Avenida Adib Chaib, próximos ao Rio Mogi Mirim, se sentem incomodados com o represamento de lixo e vegetais em decomposição no leito do rio. A COMARCA esteve na região para conferir de perto o cenário.

“Além da questão do represamento dos detritos, tem a questão do mau cheiro, que é um complicador a mais”, mencionou Anderson Kléber Longato, sócio-proprietário da Casa das Tintas. Conforme informou, o problema se agravou após as chuvas volumosas que foram registradas em janeiro e começo do mês passado. Ele mostrou para a reportagem de A COMARCA uma árvore de grande porte que caiu dentro do rio, na divisa com os fundos de seu estabelecimento. No local, era grande a quantidade de lixo, principalmente de garrafas pets que ficam represadas no ambiente. “Acho que talvez a Prefeitura possa dar uma atenção para esse tipo de assunto”, imaginou.

Luiz Antônio Maretti, da Casa & Verde, relatou o mesmo problema. Ele informou que sempre cuidou de deixar em ordem a faixa que delimita sua propriedade. “Coincidentemente, estou me programando para cortar a vegetação que já cresceu muito desde o começo do ano”, revelou. Aproveitou para criticar o comportamento daquelas pessoas que, ao seu ver, contribuem para que a situação chegue a esse ponto. “Esse tipo de situação denota a falta de educação das pessoas que continuam poluindo os mananciais”. Segundo Maretti, o Poder Público pode agir como indutor de práticas corretas, investindo na conscientização ambiental e avançando no processo de despoluição do rio que vem sendo feito, conforme observou, “de uma forma muito lenta”.

Outro comerciante, que pediu anonimato, cobra uma atitude mais propositiva dos próprios colegas. “Esse assunto não é novo. E, no entanto, não vejo nenhuma atitude mais incisiva das pessoas para melhorar a situação. Pelo contrário, existem pessoas que se puderem, acabam elas mesmas jogando mais lixo no rio”, criticou.

Restos de vegetação complicam ainda mais a situação ao represar todo o lixo que desce do rio

A COMARCA procurou a Prefeitura para comentar o assunto. A Administração Municipal informou que não realiza nenhuma intervenção às margens do Rio Mogi Mirim por tratar-se de uma Área de Preservação Permanente (APP). “No entanto, há casos muito específicos que chegam ao conhecimento da Secretaria de Serviços Municipais, por meio da Central de Fiscalização ou por munícipes. Após análise técnica e de acordo estritamente com a legislação vigente, as equipes realizam o serviço que se fizer necessário”, explicou, em nota a Assessoria de Comunicação.

A Prefeitura informou ainda que a população pode entrar em contato com a Central de Fiscalização através do contato (19) 3814-1010, já que há diversas secretarias que podem atender o pedido, de acordo com a especificação técnica da demanda.

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