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Em assembleia, servidores de Mogi Mirim decretam estado de greve

Servidores públicos municipais reunidos na noite desta segunda-feira, 21, na sede do Sinsep, o sindicato da categoria, demonstraram insatisfação com as propostas encaminhadas até agora pela atual Administração Municipal e, com a maioria dos 139 participantes, decidiram deflagrar estado de greve, isto é, um estágio que serve de alerta sobre uma possível paralisação dos serviços.

As negociações, que, na prática, começaram em setembro do ano passado, referem-se à data-base de março, conforme registrou David Barone, presidente do sindicato. Durante sua explanação para o público, detalhou passo a passo o atual estágio das negociações, que vem tendo mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região.

Está em discussão uma pauta extensa, que envolve questões como isenção e redução no custo de aquisição da cesta básica (conforme a faixa salarial), a criação de um auxílio alimentação no valor de R$ 300, fornecimento de passe para o transporte coletivo, além de avançar no processo de reestruturação do plano de carreira de algumas categorias.

Recentemente, o prefeito Paulo Silva (PDT) aceitou atender às reivindicações sobre a cesta básica, o passe do transporte coletivo e o auxílio alimentação de R$ 300, além de afirmar que o projeto da Prefeitura tem o propósito de reduzir a desigualdade salarial.

O ponto de discórdia, porém, é a oferta de reajuste salarial de 2% a todos os servidores, o que desagradou, principalmente, aqueles que têm salário maior. Barone informou que o Sinsep propôs a reposição da inflação do período (cerca de 6%) mais 5% de aumento real para todos. Paulo Silva tem garantido que seu projeto trará vantagens a todos aqueles servidores das faixas salariais mais baixas.

Durante a assembleia, muitos dos participantes estavam com os ânimos exaltados em razão da proposta da Prefeitura. Desde o início da assembleia, a maior parte entoava a palavra “greve”. Alisson Silva, advogado do sindicato, se dirigiu à plateia e fez um apanhado das implicações de um movimento grevista, principalmente se o movimento for decretado ilegal pela Justiça do Trabalho.

Ele disse para A COMARCA que na tarde desta terça-feira, dia 22, haverá mais uma audiência, realizada de forma virtual, entre as partes e com mediação do TRT-15. Somente depois dos resultados deste encontro é que ele vai formalizar ao Tribunal a decisão da assembleia pela decretação do estado de greve.

Ainda conforme explicou, na sequência, o TRT vai avaliar se a decisão é legal ou ilegal do ponto de vista jurídico. Durante sua fala, deixou claro aos servidores que a condução de uma greve considerada ilegal exigiria muitos sacrifícios dos servidores, como por exemplo, corte de ponto e perda de benefícios.

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