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Em nova conversa, Prefeitura e sindicato não chegam a acordo; greve continua

Após a chegada da manifestação dos servidores municipais em greve à Estação Educação, sede do governo Paulo Silva (PDT), representantes do Sinsep, o sindicato da categoria, e da Administração Municipal se reuniram para uma nova conversa, no final da manhã desta terça-feira, mas não houve acordo nem formulação de nova contraproposta por parte da Prefeitura.

“Esperávamos alguma contraproposta, mas, infelizmente, eles se encontraram irredutíveis na questão de manter o reajuste em somente 2%”, relatou o presidente do Sinsep, David Barone, logo após a reunião. “Vamos continuar o movimento por tempo indeterminado. Enquanto a Administração não entender que os 2% não são condizentes com a realidade, vamos permanecer”, garantiu, em entrevista à imprensa.

A pauta do dissídio, iniciada ainda no ano passado, reivindicava 11,09% de reajuste, sendo 6,09% de recomposição salarial e mais 5% de aumento real. Outras pautas aprovadas em assembleias do Sinsep foram atendidas pela Prefeitura neste ano, como a instituição do cartão alimentação no valor de R$ 300 e o aumento da gratuidade da cesta básica para as menores faixas salariais. No entanto, o maior ponto de discordância é o índice de reajuste, que, segundo a legislação, deve ser igual a todo o funcionalismo.

Durante a reunião, o secretário de Governo, Massao Hito, explicou que a Prefeitura já disponibilizou todos os recursos que poderia para distribuir entre os servidores públicos e, que por uma decisão política do governo, a Prefeitura escolheu beneficiar mais os que ganham menos, como forma de se fazer uma maior justiça salarial. “Para quem tem menos, se oferece mais. Não é o ideal, o ideal é que todo mundo tivesse um bom salário, decente, para viver dignamente”, ponderou.

Com a concessão do cartão alimentação, do passe de transporte público para as faixas salariais mais baixas, do aumento da isenção da cesta básica para quem ganha até R$ 3.000 e com o reajuste geral de 2%, a Prefeitura estima um investimento de R$ 22 milhões ao ano.

O secretário de Governo, Massao Hito, conversa com o presidente do Sinsep, David Barone, durante manifestação de servidores (Foto: Flávio Magalhães/A COMARCA)
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