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Saúde e Educação são as áreas mais afetadas em primeiro dia de greve do funcionalismo

Os setores de Saúde e Educação foram os mais afetados pela deflagração de greve do funcionalismo municipal, nesta terça-feira, dia 29. Servidores dessas duas categorias foram os que mais aderiram ao movimento grevista.

A maior região de Mogi Mirim, a zona Leste, foi também a que mais sentiu os primeiros efeitos da paralisação. Quase todas as escolas e creches da rede municipal foram obrigadas a fechar as portas nessa região da cidade, como o Caic Professor Alfredo Bérgamo e a Emeb Professor Geraldo Alves Pinheiro. Nesta última, uma funcionária relatou que, no começo da manhã, algumas mães dirigiram palavras ofensivas contra as professoras, quando souberam que teriam que levar seus filhos de volta para casa.

Algumas unidades, porém, mantiveram atendimento parcial ao público. No Cempi Professora Maria de Lourdes Ferraz Guimarães, no Linda Chaib, a direção disse que não rejeitava pedido de pais que solicitavam acolhimentos dos filhos, apesar da greve.

A creche Professora Michele Lucon, que atende 81 crianças, se tornou uma espécie de ponto fora da curva da greve deflagrada nesta terça-feira. A COMARCA apurou que, de 27 servidores, apenas uma decidiu parar. As demais entraram em acordo para não interromper o atendimento. No momento em que a reportagem visitou o local, as crianças estavam sendo alimentadas e, segundo a fonte consultada pelo jornal, o atendimento deverá ocorrer de forma normal também nos próximos dias.

SAÚDE
Quando A COMARCA visitou, logo pela manhã, a UBS do bairro Sehac, apenas a farmácia estava funcionando. A atendente informou que era contratada do Consórcio Intermunicipal de Saúde. Outra colaboradora também estava trabalhando sob a mesma condição.

No local, funciona a UBS Doutor Vanderlei da Silva Bueno e também, provisoriamente, a Doutor José Antônio Seixas Pereira, cujas instalações passam por reformas. Três agentes comunitárias de saúde não tinham aderido à paralisação. Uma delas disse para a reportagem que a questão da categoria já havia sido solucionada e que achou melhor não participar da greve.

A COMARCA esteve ainda na UBS Doutor Antônio Albejante, uma das que possui maior número de atendimentos em Mogi Mirim. Segundo o apurado, o funcionamento ocorria de forma prejudicada desde o começo da manhã. Uma funcionária revelou que somente parte dos funcionários aderiu à paralisação e que os médicos compareceram todos.

A mesma situação foi observada na UBS do bairro Aterrado, onde a atendente informou que as consultas agendadas anteriormente estavam sendo atendidas.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Leste também teve atendimento normal até o início da tarde de hoje. Um colaborador disse que o fato dos funcionários não serem servidores públicos municipais (são contratados pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde) fez com que o movimento de paralisação não chegasse até a unidade.

BOATOS
Também o Centro de Especialidades Médicas (CEM) funcionou normalmente no dia de hoje. No período da manhã, quando a reportagem de A COMARCA visitou o local, o movimento era intenso. Uma colaboradora informou que a adesão à greve foi mínima na unidade e que os médicos, principalmente, mantinham a rotina de trabalho. Durante a manhã circulou um boato de que o CEM estava paralisado, deixando muitas pessoas temerosas de que o atendimento fosse suspenso.

Em reunião com a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsep), na manhã de hoje, representantes da Prefeitura cobraram a manutenção das atividades consideradas essenciais.

Segundo o Sinsep, são considerados essenciais os serviços de tratamento e abastecimento de água; distribuição de medicamentos e alimentos; serviços funerários; assistência médica e hospitalar.

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