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Apesar da alta nos preços, vendas de Páscoa devem crescer neste ano

Fernando Gasparini

Mercado sazonal que nos últimos dois anos foi duramente prejudicado pelas medidas de distanciamento social causadas pela pandemia de Covid-19, a venda de ovos de chocolate, neste ano de 2022, enfrenta um outro tipo de dificuldade já muito conhecida dos brasileiros: a alta dos preços.

Ainda assim, comerciantes que apostam na venda de produtos voltados para o comércio de ovos de Páscoa acreditam que a procura deverá ficar num patamar superior ao verificado no ano passado. “Calculo que vamos vender cerca de 30% a mais”, disse a empresária Caroline Del Bianchi, da rede atacadista que leva seu sobrenome. Caroline observa que o salto no preço do chocolate de marca favorece a venda de artigos para as pessoas que fazem seu próprio ovo de Páscoa. “Muitas destas pessoas aproveitam o período para ter um ganho extra. Outras fazem para presentear amigos e familiares. É uma tendência”, apontou.

A dona de casa Silvia Aparecida Santos Correia Leite se enquadra dentro do rol de pessoas que dão preferência em confeccionar seus próprios ovos de chocolate para presentear os familiares. Ela disse que acaba economizando, além de destacar que seus produtos têm maior qualidade. “A gente faz com o maior carinho. Além do fato de que é mais econômico do que comprar o ovo pronto”, comparou.

Rogério Vieira de Mello, da Comercial Santa Helena, também se mostrou otimista, apesar de enxergar na disparada dos preços um fator de retração no consumo. “Neste ano a Páscoa vai cair em uma data favorável, quando as pessoas já terão recebido pagamento. Isso vai influenciar as vendas”, enxerga. Rogério também acredita que a venda de produtos para confecção dos ovos em casa está mais aquecida em função do preço elevado dos produtos industrializados, os quais, segundo ele, tiveram um reajuste muito forte neste ano. “Eu acredito que a tendência é que as pessoas que dão preferência ao ovo industrializado irão privilegiar aqueles de numeração menor, por causa dos valores”, observou.

Para concorrer com os supermercados, Vieira de Mello disse que é preciso criar atrativos para a clientela que dá preferência ao ovo caseiro. “Produtos de boa qualidade, preços acessíveis e oferecer alternativas diferenciadas para as pessoas investirem em seu próprio ovo de páscoa são os elementos que acabam fazendo a diferença”, pontuou.

Rogério Vieira de Mello, da Comercial Santa Helena: boas perspectivas para as vendas deste ano (Foto: A COMARCA)
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