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Ameaça de corte da cesta básica revolta sindicato e grevistas

No 21º dia de greve dos servidores públicos municipais de Mogi Mirim, o assunto que dominou a reunião dos grevistas, na manhã desta segunda-feira, 18, foi a notícia de que a Administração Municipal cortaria a cesta básica referente a março dos funcionários parados.

“Estão falando que vão cortar a cesta básica dos grevistas. Isso é espalhar terror para enfraquecer o movimento. Além do mais, não aceitaremos ameaças”, disparou o advogado do Sinsep, Alison Silva. Bastante revoltado, ele ressaltou que estava surpreso com a atitude da Prefeitura.

Para os trabalhadores em greve, foi lida uma mensagem de WhatsApp atribuída ao secretário municipal de Administração, Mauro Nunes Júnior, explicando que o corte da cesta básica segue o determinado pela legislação, por conta das faltas de servidores que aderiram à greve.

Ainda segundo essas mensagens, Mauro Nunes teria afirmado que, caso o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) decidisse em favor da categoria, a Prefeitura mandaria entregar as cestas imediatamente.

“Não imaginava que eles (Administração Municipal) pudessem fazer um jogo tão baixo”, desabafou o advogado do Sinsep. “Digam que descontarão os dias parados, mas não tirem o arroz com feijão da mesa dos trabalhadores”, completou.

Para o advogado, com essa atitude, a Prefeitura tenta enfraquecer o movimento. “No que depender do Sinsep, essas cestas jamais serão cortadas”, afirmou o advogado, prometendo encaminhar um ofício ao TRT, em Campinas, informando o fato.

O presidente do Sinsep, David Barone, também se disse indignado com o ocorrido e pediu para que todos os servidores que aderiram à greve compareçam nas próximas manifestações.

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