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Objetos sacros são furtados do Seminário Nossa Senhora de Fátima

Fernando Gasparini

Está na mesa do delegado titular de polícia de Mogi Mirim, Paulo Agostinete, um caso envolvendo furto de objetos sacros levados por desconhecidos de dentro da capela dedicada a São Frei Galvão, no interior do Seminário Nossa Senhora de Fátima, no bairro do Mirante.

Foram levadas duas imagens em bronze, uma de Santa Clara e outra de Nossa Senhora das Graças, além de dois ostensórios (objeto no qual é exibida a hóstia consagrada). Em um deles, estava guardada a relíquia atribuída a Frei Galvão. Relíquias são objetos relacionados aos santos e de grande significado para a comunidade católica. O furto somente foi notado no final de fevereiro, por ocasião da tradicional celebração a São Frei Galvão, que ocorre todos os meses no local.

O reitor do seminário, Frei Afonso Siscari, levou o fato ao conhecimento das autoridades policiais cerca de 30 dias depois do furto. “Antes de levar o caso à polícia, tomamos o cuidado de realizar uma auditoria interna e aferir com exatidão aquilo que foi subtraído”, disse.

Frei Afonso explicou que os objetos levados têm pouco ou quase nenhum valor monetário, mas possuem, segundo ele, “enorme valor sentimental para a comunidade católica”. As imagem de Nossa Senhora das Graças e de Santa Clara eram de bronze e mediam, segundo calcula Frei Afonso, cerca de 30 centímetros. A relíquia era cuidadosamente guardada em um ostensório de dimensões igualmente pequenas, feito de um metal dourado, possivelmente uma liga de bronze com latão.

DESTINO
A demora em obter informações sobre o destino dos objetos causa apreensão e comoção na comunidade que frequenta o Seminário Nossa Senhora de Fátima. Frei Afonso observa que as duas imagens devem ter sido trazidas para o local desde o início da instalação do seminário no município, há aproximadamente 70 anos. O ostensório com a relíquia de Frei Galvão era guardado no local há pelo menos 20 anos. Frei Galvão foi beatificado em 1998 pelo Papa João Paulo II e canonizado em 2007, por Bento XVI.

A esperança do reitor, dos religiosos e dos devotos em reaver os objetos, nesse momento, se concentra na divulgação do ocorrido. Frei Afonso já comunicou o fato aos fiéis durante a celebração das missas. “Quanto maior o número de pessoas que tomarem conhecimento do ocorrido, maior a chance de que esses objetos possam ser encontrados, por exemplo, em um antiquário”, sugeriu.

O religioso também disse estar preparado para o pior, ou seja, não descarta a hipótese de que os ladrões tenham entregue os objetos para algum comércio de sucata, o que diminuiria muito as possibilidades de que sejam encontrados. “Nas auditorias que conduzimos, consideramos a possibilidade de que pessoas que tiveram acesso durante algum tempo no interior do seminário, para andamento da reforma que vem sendo realizada na Igreja, possam ter se apoderado destes objetos com a finalidade de fazer dinheiro rapidamente”, deduziu.

A reitoria do seminário pede para pessoas que eventualmente tenham alguma informação a respeito destes objetos que comuniquem a polícia. O telefone para contato é o (19) 3862 5722.

Um ostensório parecido com o da foto está entre os objetos levados do seminário (Foto: Divulgação)

 

Esta é a imagem de Santa Clara. Ela segura em uma das mãos um ostensório (Foto: Divulgação)

 

Foto da imagem de Nossa Senhora das Graças. Ela segura em uma das mãos o globo terrestre e ao aos pés existe uma serpente (Foto: Divulgação)

 

Essa é a imagem do ostensório que guardava (ao centro) a relíquia de Frei Galvão (Foto: Divulgação)
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