A Comarca

Morre o jornalista Argemiro Repas, aos 85 anos

André Paes Leme

No último sábado, 30, Mogi Mirim perdeu um de seus maiores expoentes do jornalismo e um cidadão excepcional. Faleceu o jornalista Argemiro Cifuente Repas, mais conhecido como conhecido Miro Repas, aos 85 anos.

Segundo amigos e familiares, ele passou mal na sexta-feira, chegou a ir à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Leste, onde foi medicado, e voltou para casa. Não quis jantar e foi se deitar. Na madrugada, passou mal e não resistiu, vindo a falecer em decorrência do diabetes e outras complicações oriundas dessa doença.

Natural de Pirajuí, no Centro-Oeste do estado de São Paulo, Miro Repas se tornou referência do jornalismo mogimiriano, ao lado de outros grandes expoentes da área de comunicação, como os saudosos Valter Abrucez e Arthur de Azevedo, além de Mauro Adorno, que ajudou no início do jornal O Impacto.

Miro era dono de um texto ímpar, um poeta, muitas vezes comparado ao renomado jornalista e sociólogo Joelmir Beting. Ele tinha o dom de jogar com as palavras, deixando sua marca em todos seus textos, fossem crônicas ou reportagens.

Argemiro Repas, o Miro, em foto postada nas redes sociais em 2013 (Foto: Reprodução/Facebook)

Na década de 80, ele trabalhou nos jornais O Impacto e O Regional, sendo que, neste último, assinava uma coluna famosíssima com o pseudônimo Leon de Passárgada. Nessa coluna, mostrou toda sua criatividade ao descrever, satiricamente, a sociedade e a política locais com extremo bom humor e um sarcasmo ácido.

Também marcou história no rádio, com boas histórias contadas na emissora Cultura AM. Por pelo menos dez anos foi assessor de comunicação nas gestões dos ex-prefeitos Luiz Amoedo de Campos Netto e Ricardo Brandão. Também prestou assessoria ao ex-prefeito de Itapira José Antônio de Barros Munhoz, hoje deputado estadual.

Na redemocratização do país, Miro Repas fez campanha ferrenha para o então candidato do MDB ao Governo de São Paulo, André Franco Montoro, que acabaria sendo eleito. Enfrentou a ditadura militar sendo um ardoroso defensor da emenda das Diretas Já (Dante de Oliveira). Para Miro, o que importava era a democracia e a liberdade do povo brasileiro.

Tanto que era respeitado pela Direita e pela Esquerda. Miro não tinha desafetos, era um autêntico diplomata, fidalgo e dono de um bom humor espetacular. Ele preferia resolver tudo com uma boa conversa regada a cerveja.

Respeitado, Miro tornou-se “guru” político. Muitos candidatos e até assessores políticos o procuravam com frequência para conversar sobre a gestão da cidade e, é claro, recebiam valiosas dicas.

Miro acompanhou a modernização na área de comunicação e era destaque nas redes sociais. Mantinha sua página no Facebook sempre atualizada com textos informativo e que faziam muita gente refletir. Miro Repas era casado com a sempre companheira Mariti Repas e tinha um filho, Luciano, e uma neta, Ana Flávia.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Veja mais
Confira mais notícias
Edições semanais
EDITORIAL
Capa Nelson Theodoro

Siga a comarca nas redes sociais

site_mobile_menu

Siga A Comarca

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp