A Comarca

Número de moradores em situação de rua tem crescido em Mogi Mirim

Fernando Gasparini

A percepção de que tem crescido o total de moradores em situação de rua em Mogi Mirim tem amparo em dados concretos, conforme informou a atual secretária de Assistência Social do Município, Cristina Puls. Estudo feito em parceria com a Organização de Sociedade Civil (OSC) S.O.S. Cristão demonstra que, de julho de 2021 até março deste ano, foram contabilizadas 413 pessoas que se enquadram nessa condição.

Desse total, 148 são consideradas pessoas com vínculos no município, com mais de um ano de fixação, enquanto que outras 265 são enquadradas dentro do conceito de “trecheiros”, ou seja, aquelas que estão de passagem. Esses números foram apresentados em um encontro realizado no mês de março, agendado para discutir o cenário atual das pessoas em situação de rua e que contou com a participação de representantes da Secretaria de Assistência Social, Conselho Municipal de Segurança (Conseg) e Secretaria de Segurança Pública.

Cristina Puls avalia que fatores interligados como a pandemia e o aumento da pobreza contribuíram de maneira decisiva para o agravamento do quadro atual. “É importante diferenciar a população que vive na rua e a população que vive da rua. Ou seja, em decorrência da crise econômica, temos percebido um aumento da pobreza, as pessoas estão mais empobrecidas, obrigadas, por exemplo, a pegar reciclagem nas ruas, a pedir esmola ou vender balas no farol. Há aqueles ainda que fazem uso de drogas que também utilizam a rua para este fim”, ponderou.

Segundo a atual secretária, o problema é bastante complexo, opinião compartilhada pela colega Ana Carolina Zavarise, atual coordenadora do programa de acolhimento feito em Mogi Mirim pela S.O.S. Cristão, que recebe recursos para a manutenção do trabalho, que permite, por exemplo, sob condições pré-determinadas, acolher moradores de rua em uma estrutura de atendimento montada no bairro do Mirante.

Denominado Projeto Abordagem Social e Acolhimento de Pessoas em Situação de Rua, a iniciativa tem contrato até o início de junho deste ano. A COMARCA apurou que a Prefeitura já vem se movimentando para realizar um novo chamamento para que a atividade não seja interrompida, com destinação de recursos do próprio município. Os recursos que foram canalizados até agora decorrem das ações emergenciais adotadas no combate aos efeitos causados pela pandemia.

FRIO
Outra questão que causa preocupação para as autoridades locais é a aproximação do período mais frio do ano. Cristina Puls informou que a pasta por ela comandada está preparada para agir em casos pontuais e defendeu um ponto de vista, segundo o qual, a resolução dos problemas que envolvem a questão dos moradores em situação de rua, necessariamente, tem que ter apoio de outras secretarias, como Segurança Pública e Saúde. “Devido às particularidades que este tipo de abordagem exige, temos mantido canais de interlocução com outras secretarias para que o atendimento seja o mais efetivo possível”, completou.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Veja mais
Confira mais notícias
Edições semanais
EDITORIAL
Capa Nelson Theodoro

Siga a comarca nas redes sociais

site_mobile_menu

Siga A Comarca

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp