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Telemedicina é regulamentada no Brasil

Foi regulamentada no Brasil a prática da Telemedicina, após publicação da Resolução 2.134/2022 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O documento definiu o uso de sete modalidades de atendimento, das quais a chamada teleconsulta era a mais popularizada, devido às medidas de enfrentamento da pandemia.

Além da teleconsulta, ficam regulamentados o telediagnóstico (envio de laudos e exames aos consultórios), a teletriagem (procedimento de regulação de um paciente para efeitos de internação), a teleconsultoria, o telemonitoramento (acompanhamento da evolução do paciente), a teleinterconsulta (quando médicos consultam a outros médicos), o telediagnóstico (envio de exames e laudos aos médicos) e a telecirurgia (procedimentos operatórios que contam com auxílio de robôs).

Para o médico-cirurgião José Antônio Cirvidiu, 73 anos de idade e clinicando há quase cinco décadas, trata-se de um processo inevitável que vem como consequência da evolução da Medicina. Em sua opinião, esses novos recursos terão, inicialmente, maior utilização em cidades de grande porte.

Cirvidiu avalia que em cidades menores, pelo menos por algum tempo, ainda vai imperar a preferência pelo contato mais próximo entre médico e paciente. “Esse contato próximo entre médico e paciente ainda é muito arraigado nas cidades menores. Eu, pessoalmente, nada tenho contra as novas tecnologias, mas ainda vejo a consulta presencial como aquela que oferece maior segurança”, pontuou.

O aposentado João Olegário de Siqueira, 68, atual presidente do Conselho Municipal de Saúde de Mogi Mirim, disse torcer para que a novidade traga benefícios coletivos para a sociedade. “A gente torce para dar certo. Eu enxergo a nova medida como uma forma de contribuir para a carência de atendimento médico, sobretudo entre as faixas mais pobres da população”, comentou.

PLANOS DE SAÚDE
A COMARCA também conversou a respeito do assunto com o médico-cirurgião Raji Rezek Ajub, presidente da cooperativa Unimed Regional da Baixa Mogiana. Segundo seu entendimento, desde que utilizados de forma correta, os instrumentos da Telemedicina consistem em “uma importante ferramenta de trabalho para médicos e pacientes”.

Raji lembra que os novos recursos são utilizados em maior escala e com excelentes resultados em países mais desenvolvidos. Ele considera que os avanços vêm sendo implantados por etapas, de modo seguro. “Eu mesmo utilizo muito meu WhatsApp para me comunicar com meus pacientes”, ilustrou.

Considera, no entanto, que algumas especialidades terão maior uso do que outras, citando a psiquiatria e a pediatria como duas delas. “O contato presencial ainda continuará muito valorizado na maioria das especialidades”, ponderou.

Questionado a respeito de como a regulamentação da Telemedicina vai impactar o atendimento oferecido pelos planos de saúde, Raji acredita que o setor já vinha se preparando para as mudanças e que elas serão positivas.

Ele revelou que a Unimed da Baixa Mogiana vem trabalhando no desenvolvimento de alguns projetos pilotos nesta área e que deverão ser incorporados aos poucos na rotina de médicos cooperados e dos pacientes.

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