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Vereadores denunciam má qualidade de alimentos da merenda escolar

Segundo denúncia dos vereadores Tiago Costa (MDB) e Joelma Franco da Cunha (PTB), diversos alimentos utilizados na merenda escolar da rede municipal de ensino de Mogi Mirim estão sem condições de consumo, como arroz, feijão, macarrão, leite em pó e carne.

A denúncia veio a público na segunda-feira, 16, através das redes sociais dos parlamentares, que estiveram em diversas unidades escolares logo pela manhã e, em seguida, no Banco de Alimentos, local para onde os mantimentos impróprios para consumo foram levados.

Tiago e Joelma relataram que investigam o caso há cerca de um mês e que devem levar a denúncia ao Ministério Público, além de acionar a Vigilância Sanitária. Também afirmaram que possuem provas de que crianças passaram mal após consumir tais alimentos, como o leite.

Ainda segundo o vereador, diante da recusa da Vigilância Sanitária em comparecer ao Banco de Alimentos, alegando necessidade de requerimento e ofício, houve a decisão de acionar a Polícia Militar e a Polícia Civil na manhã desta terça, 17. Um delegado esteve no local e solicitou a presença de peritos do Instituto de Criminalística (IC).

“Tem criança que só come na escola. Vai tomar leite coalhado? Vai comer arroz com bicho?”, questionou Tiago, em uma de suas postagens nas redes sociais. “As crianças não merecem esse tipo de tratamento, alguém vai ter que ser punido nisso”, complementou Joelma, na mesma publicação.

Vereadores divulgaram vídeos em que denunciam má qualidade de alimentos da merenda escolar em Mogi Mirim (Foto: Reprodução/Facebook)

Em nota, a Secretaria de Educação de Mogi Mirim admitiu que constatou que alguns alimentos como arroz, feijão e leite em pó da merenda escolar estavam impróprios para o consumo, mesmo estando dentro da data de validade.

“Com isso, os alimentos foram imediatamente trocados e encaminhados ao galpão da secretaria para serem retirados por seus fornecedores, que realizarão a troca para a Prefeitura, frisando que os procedimentos estão dentro das normas da Vigilância Sanitária e que não haverá novos gastos para a municipalidade”, frisou a Administração.

A Secretaria de Educação ressaltou ainda que impediu que alimentos impróprios fossem preparados e servidos às crianças e que todos os procedimentos foram acompanhados pela nutricionista da pasta, Silvia Maria Sozza, e pelo chefe de equipe da merenda, Genivaldo Luiz da Silva.

Ainda segundo a nutricionista da Educação, desta vez, a quantidade de alimentos para troca está maior por conta do período da greve dos servidores municipais. “Antes de a greve começar, as dispensas das escolas já estavam abastecidas e os alimentos ficaram parados por quase um mês, o que pode ter acarretado os problemas que foram identificados”, pontou, em nota.

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