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Com onda de frio, acolhimento a moradores de rua é intensificado

A queda brusca de temperatura fez com que a Secretaria de Assistência Social de Mogi Mirim desse ainda maior atenção à população que vive nas ruas da cidade. Cristina Puls, titular da pasta, informou que antes mesmo de a temperatura despencar, já a partir de terça-feira, o telefone da secretaria atendeu muitas solicitações sobre o assunto.

Via de regra, as assistentes sociais orientam os moradores em situação de rua para que busquem abrigo na sede do S.O.S. Cristão, no Jardim Frei Emiliano (ao lado do bairro do Mirante), entidade que mantém com a Prefeitura um convênio para esse tipo de atendimento. O problema, porém, nem sempre é de fácil solução, dada à resistência que boa parte dessa população tem em aceitar ir ao abrigo.

A assistente social Ana Carolina Zavarise, coordenadora do S.O.S. Cristão em Mogi Mirim, informou que, entre ontem e hoje, a ocupação dos leitos oferecidos ficou em torno de 60%. São 12 camas para o público masculino, outras três para mulheres, além da capacidade de se instalar pelo menos mais cinco camas, em caso de necessidade.

Não é incomum que moradores levem consigo seus cães, que também acabam pernoitando no abrigo, recebendo água e ração. Para permanecer no local, contudo, é necessária a observância de algumas regras, como não fazer uso de álcool ou substâncias ilícitas e não chegar sob efeito dessas drogas. Os moradores de rua recebem um jantar e, no dia seguinte, antes de irem embora, tomam café da manhã.

Podem ainda ter as roupas lavadas ou, se não tiverem peças em condições de uso, geralmente acabam ganhando algumas. A esse respeito, Carolina disse que a instituição aceita doação de roupas masculinas, que sempre estão em falta. O endereço é Rua Padre João Vieira Ramalho, 450.

Equipe do S.O.S. Cristão tem intensificado atendimento nos últimos dias (Foto: A COMARCA)

BUSCA ATIVA
Na manhã desta quarta-feira, quando os termômetros marcaram 6°C na cidade, a equipe do S.O.S. Cristão realizou uma busca ativa em pontos nos quais moradores em situação de rua costumam permanecer. Foram distribuídos para aqueles que ainda não possuíam um cobertor, um par de meias novas e também um kit contendo produtos de higiene e limpeza.

“Agora que a temperatura começa a cair de uma forma mais efetiva, a procura por atendimento começa a se elevar”, revelou Carolina. No ano passado, no auge do frio, ela disse que as acomodações chegaram a ter lotação completa, inclusive com improvisação de novas camas.

Carolina também mencionou as dificuldades causadas pela resistência que muitos moradores em situação de rua têm quando o Poder Público oferece ajuda. Segundo ela, a dependência química e o alcoolismo são obstáculos permanentes que desafiam as autoridades do município.

“Na época do frio, a questão do morador em situação de rua se torna mais evidente porque acaba tocando no cidadão comum. As pessoas se sensibilizam. Mas existem situações difíceis de serem contornadas”, considerou.

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