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Vereadores propõem criação de CPI para investigar merenda escolar

A Câmara de Mogi Mirim poderá ter uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a merenda da rede municipal de ensino. Um requerimento pedindo a criação da CPI foi protocolado no final da tarde desta quarta-feira, 18, e deverá ir à votação na próxima sessão legislativa, na segunda, 23.

Assinaram o requerimento pela criação da CPI os vereadores Tiago Costa (MDB), Joelma Franco da Cunha (PTB), Marcos Paulo Segatti (PSD), Geraldo Bertanha (União Brasil), João Gasparini (União Brasil), Robertinho Tavares (PL) e Cinoê Duzo (PTB).

A iniciativa de formar a CPI veio após denúncias de que diversos alimentos utilizados na merenda escolar da rede municipal de ensino de Mogi Mirim estão sem condições de consumo, como arroz, feijão, macarrão, leite em pó e carne.

Tais denúncias vieram a público na segunda-feira, 16, pelos vereadores Tiago e Joelma, que estiveram em diversas unidades escolares logo pela manhã e, em seguida, no Banco de Alimentos, local para onde mantimentos impróprios para consumo foram levados.

Os vereadores afirmaram que possuem provas de que crianças passaram mal após consumir esses alimentos, como o leite. Ainda segundo Tiago, diante da recusa da Vigilância Sanitária em comparecer ao Banco de Alimentos, alegando necessidade de requerimento e ofício, houve a decisão de acionar a Polícia Militar e a Polícia Civil na manhã de terça, 17. Um delegado esteve no local e solicitou a presença de peritos do Instituto de Criminalística (IC).

Já nesta quarta-feira, Marcos Segatti também flagrou alimentos impróprios para consumo dentro de unidades da rede municipal. “Nenhuma merendeira é inconsequente de jogar comida estragada na mão e na boca do seu filho”, ponderou o vereador. “Nossa intenção [com a instauração da CPI] é descobrir por que está chegando desse jeito, porque é dinheiro público”, explicou.

O que diz a Prefeitura?

Em nota à imprensa, ontem, a Secretaria de Educação de Mogi Mirim admitiu que constatou que alguns alimentos como arroz, feijão e leite em pó da merenda escolar estavam impróprios para o consumo, mesmo estando dentro da data de validade.

“Com isso, os alimentos foram imediatamente trocados e encaminhados ao galpão da secretaria para serem retirados por seus fornecedores, que realizarão a troca para a Prefeitura, frisando que os procedimentos estão dentro das normas da Vigilância Sanitária e que não haverá novos gastos para a municipalidade”, frisou a Administração.

A Secretaria de Educação ressaltou ainda que impediu que alimentos impróprios fossem preparados e servidos às crianças e que todos os procedimentos foram acompanhados pela nutricionista da pasta, Silvia Maria Sozza, e pelo chefe de equipe da merenda, Genivaldo Luiz da Silva.

Em outra nota, essa divulgada nas redes sociais e substituída horas depois, a nutricionista da Educação justificou ainda que, desta vez, a quantidade de alimentos para troca está maior por conta do período da greve dos servidores municipais. “Antes de a greve começar, as dispensas das escolas já estavam abastecidas e os alimentos ficaram parados por quase um mês, o que pode ter acarretado os problemas que foram identificados”, pontuou.

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