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Desistência de João Doria repercute no meio político local

O fato mais importante da política nacional neste começo de semana foi o anúncio do ex-governador João Doria (PSDB), que desistiu de disputar a presidência da República nas eleições de outubro.

A novidade provocou diferentes manifestações nos atores políticos de Mogi Mirim, que acompanham com interesse o desenrolar dos acontecimentos, especialmente os filiados ao PSDB e também ao MDB, uma vez que a desistência de Doria pode abrir espaço para o fortalecimento da senadora emedebista Simone Tebet como o nome da chamada terceira via, para se opor à polarização entre as pré-candidaturas do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula da Silva (PT).

“Não resta dúvida de que a desistência do João Doria abre perspectiva para que o nome da senadora Simone Tebet ganhe maior espaço”, comentou o ex-vereador Moacir Genuário, presidente do MDB de Mogi Mirim. Moacir considera que, ao contrário de Doria, a atual senadora pelo Mato Grosso do Sul tem baixo índice de rejeição, fator que, segundo ele, é essencial para que sua candidatura seja alavancada.

Moacir avalia que o trabalho agora é pela formação de uma frente ampla, que atraia, além do PSDB, outros partidos e aposta nas lideranças partidárias do MDB como pessoas capazes de realizar essa costura. Ele dirigiu elogios, especialmente, ao presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi, entendendo ser ele a pessoa apta a coordenar esses entendimentos.

Moacir avalia que o trabalho agora é pela formação de uma frente ampla, que atraia, além do PSDB, outros partidos (Foto: Arquivo/A COMARCA)

Já o vereador tucano Orivaldo Magalhães, o Magalhães da Potencial, acredita que nem tudo está encaminhado para que o PSDB feche posição com Simone Tebet, lembrando que uma ala do partido ainda trabalha para o lançamento de uma candidatura própria.

“Acho que vai rolar ainda muita água debaixo dessa ponte”, colocou. Magalhães considerou ainda como sendo correta a posição adotada por João Doria. “Ele fez a coisa certa. Carregava um índice de rejeição enorme para alguém que sonhava romper com a polarização entre Lula e Bolsonaro”, declarou.

“Ele [João Doria] fez a coisa certa. Carregava um índice de rejeição enorme”, avaliou o vereador Magalhães da Potencial, do PSDB (Foto: Arquivo/A COMARCA)
O deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) avaliou que não restou outra alternativa ao ex-governador, com o qual mantinha uma relação de absoluta cordialidade. “Feliz ou infelizmente, a realidade se impôs. Não havia perspectiva quase nenhuma para que João Doria pudesse atingir a marca que o conduzisse ao segundo turno. Foi uma atitude corajosa”, ponderou.

Munhoz falou também a respeito das tratativas envolvendo o nome da senadora Simone Tebet. Ele avalia que o nome de Simone é a única alternativa, “difícil, mas possível”, para conduzir a expectativa dos eleitores que anseiam por uma terceira via eleitoral na disputa para a Presidência da República.

Disse ainda que não crê na chance de sucesso de algum outro nome, citando nominalmente o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Mas insistiu em sua observação que, embora considere Simone Tebet o nome ideal nesse momento para vencer a atual polarização, acha que ela terá muitas dificuldades para chegar ao segundo turno da eleição presidencial.

Simone é a única alternativa, “difícil, mas possível”, para conduzir a expectativa dos eleitores que anseiam por uma terceira via eleitoral, acredita Munhoz (Foto: Arquivo/Alesp)
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