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Mogi Mirim registrou 135 ocorrências de picadas de escorpião em 2021

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Mogi Mirim registrou 135 ocorrências de picadas de escorpião em 2021. O número foi maior do que o registrado em anos anteriores: foram 127 em 2020 e 99 em 2019.

Os dados foram revelados durante audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Mogi Mirim, a pedido fo vereador Robertinho Tavares (PL), na noite de quinta-feira, 9. Estiveram reunidos, na ocasião, especialistas e profissionais que atuam diretamente no controle, na prevenção e no atendimento à saúde quando o assunto é escorpião e outras pragas.

Segundo esses especialistas, a cidade possui estoque de soro antiescorpiônico disponível na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A recomendação é de que, a qualquer indício de picada de escorpião, principalmente em crianças menores de dez anos e em idosos, a vítima seja levada imediatamente à UPA, para que a equipe médica faça a avaliação e, se for prescrito, realize a aplicação do soro.

“Não há maneira caseira de controlar o veneno do escorpião. O que acontece, muitas vezes, é que o próprio corpo possui uma barreira forte e, por isso, nem seja necessária a aplicação do soro. No entanto, a única recomendação é procurar imediatamente a UPA, porque somente a equipe médica pode avaliar o caso”, destacou Vivian Delalibera Custódio, gerente municipal da Vigilância em Saúde.

Encontro reuniu biólogos, especialistas nas áreas de limpeza urbana e saúde pública e representantes do poder público municipal (Foto: Tom Oliveira/Câmara Municipal de Mogi Mirim)

O encontro na Câmara foi pautado pelo vereador após o recebimento de diversas denúncias e reclamações de moradores sobre o aparecimento dos escorpiões em seus imóveis. “Só conversando com quem entende do assunto podemos chegar a soluções para minimizar esse problema que preocupa a todos nós e, principalmente, famílias que têm crianças e idosos, os mais vulneráveis ao veneno dos escorpiões”, comentou Robertinho.

Trabalho preventivo

De acordo com o secretário de Serviços Municipais, Ernani Gragnanello, não há em Mogi Mirim um bairro com maior incidência de escorpiões, mas, sim, ocorrências isoladas na cidade como um todo. Segundo ele, a Prefeitura atua de forma preventiva e de rotina fazendo a limpeza dos terrenos públicos e tentando evitar o acúmulo de entulho.

“Mas é um trabalho que precisa da colaboração dos moradores, porque percebemos que há muitos relatos de surgimento de escorpiões em terrenos privados, onde a Prefeitura não tem acesso direto”, comentou. “Precisamos fazer a nossa parte e também que a população faça a sua”, completou Ernani.

Responsabilidade de todos

Para todos os especialistas no assunto, a incidência de escorpiões pode ser evitada com a conscientização da população, que pode tomar ações de prevenção, como fazer a limpeza de terrenos e quintais com frequência, evitar acúmulo de lixo e sempre fazer a conferência em locais onde os escorpiões possam se esconder dentro de casa. Atitudes assim podem evitar acidentes.

Ainda segundo os representantes da Prefeitura, os canais mais apropriados para que os munícipes denunciem irregularidades é por meio do Protocolo: (19) 3814-1000 ou da Ouvidoria (e-mail: [email protected]). Esses setores farão o registro e repassarão às equipes competentes de limpeza, por exemplo.

Robertinho protocolou na Câmara Municipal um Projeto de Lei para exigir que todos os loteamentos novos em Mogi Mirim sejam construídos com a válvula de retenção na rede de esgoto (Foto: Tom Oliveira/Câmara Municipal de Mogi Mirim)

Válvulas de retenção

Após o encontro, Robertinho protocolou na Câmara Municipal um Projeto de Lei para exigir que todos os novos loteamentos em Mogi Mirim sejam construídos com a válvula de retenção na rede de esgoto. Esse mecanismo simples contribui de forma bastante eficaz para evitar que o esgoto retorne para as casas, reduzindo, inclusive, a entrada de baratas e escorpiões por meio da rede de esgoto.

Segundo Paulo de Tarso, presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae), há um projeto sendo debatido na autarquia municipal e também com os órgãos reguladores do setor para buscar a instalação desse mecanismo no maior número possível de imóveis. Para isso, será preciso a realização de campanhas de conscientização aos donos de imóveis. “Muitas vezes o próprio dono nem sabe se o imóvel dele tem ou não a válvula de retenção. É preciso que tenhamos mais divulgação porque é uma peça barata e que pode evitar muitos problemas”, destacou.

Além de Robertinho, estiveram presentes os vereadores João Victor Gasparini (UNIÃO), Lúcia Tenório (CDD) e Joelma Franco da Cunha (PTB), além de Jacqueline Moreira, assessora do Vereador Orivaldo Magalhães (PSDB). Entre os técnicos e especialistas, participaram os biólogos Ricardo Braga e Rubens da Silva, os secretários municipais Clara Alice Franco de Almeida Carvalho (Saúde), Oberdan Quaglio Alves (Meio Ambiente), Ernani Gragnanello (Serviços Municipais), além de Paulo Tarso de Souza (presidente do Saae), Moisés da Rocha Dantas (gerente da Central de Fiscalização), Rogerio Marcos Garros (coordenador do Centro de Zoonoses), Vivian Delalibera Custódio (gerente da Vigilância em Saúde), entre outros convidados.

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