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Em dia de festa, Mogi Mirim deixa escapar vitória no dérbi

Diego Ortiz

Em uma tarde de festa com direito a pré-jogo, com show de pagode, comercialização de chope e espetinho e aquecimento da bateria da Mancha Vermelha, com fumaças vermelha e branca em frente ao Estádio Vail Chaves, o Mogi Mirim quase concluiu com chave de ouro o domingo, mas acabou tomando o gol de empate em 1 a 1 nos acréscimos diante do Guaçuano, pela sétima rodada do Campeonato Paulista Sub-20.

Caso tivesse vencido, o Mogi Mirim subiria da penúltima para a terceira colocação do Grupo 7, com 10 pontos, e entraria forte na briga para buscar a classificação, especialmente na luta por uma das oito melhores terceiras colocações. Com o empate, subiu para a quarta colocação, com oito pontos, permanecendo atrás do terceiro colocado Guaçuano, que tem a mesma pontuação, pelo critério de número de gols marcados.

A distância do Sapo para o vice-líder Red Bull Bragantino subiu de cinco para sete pontos. Restando três rodadas para o final da primeira fase, o Mogi ainda luta especialmente pela terceira colocação, mas ficou mais complicada a possibilidade de se tornar um dos oito melhores terceiros colocados. Entre os 12 grupos, o do Mogi é o que apresenta o terceiro colocado com a menor pontuação.

O próximo jogo do Mogi Mirim será diante do Red Bull na próxima quarta-feira, às 15h, em Jarinu. No primeiro turno, o Mogi foi goleado em casa pelo Red Bull por 5 a 0.

Mogi Mirim saiu na frente aos 15 minutos do primeiro tempo e estava vencendo por 1 a 0 até os 51 da segunda etapa, quando sofreu o gol do Guaçuano, que impediu o Sapo de assumir a terceira colocação do Grupo 7 (Foto: Raphael Silvestre)

DÉRBI
A primeira etapa do clássico regional deste domingo foi dominada pelo Mogi Mirim, que chegava com mais perigo ao campo de ataque e apresentava uma segurança no setor defensivo, bloqueando bem os avanços do Guaçuano. Com intensidade e concentração em nível alto, o Mogi conseguia dominar as disputas no meio de campo.

O Sapo abriu o placar com um golaço de Victor Pergola aos 15 minutos. O atacante foi acionado nas costas de seu marcador e surgiu livre diante do goleiro Lucas pela esquerda. Próximo à linha lateral da pequena área, ajeitou o corpo para finalizar de direita, com categoria, com a bola fazendo um arco e encobrindo o arqueiro: 1 a 0.

A segunda etapa teve maior equilíbrio. O Guaçuano passou a conseguir chegar de forma perigosa, mas o Sapo também criava chances para ampliar o marcador.

O Mogi Mirim teve uma grande oportunidade de marcar o segundo gol aos 32 minutos. Em contra-ataque, ao ver Richard se aproximando pela direita em direção ao gol, o goleiro Lucas correu para se antecipar ao atacante do Mogi Mirim, saiu de sua área e conseguiu acertar a bola. Porém, acabou pegando mal e a bola foi para a esquerda do ataque do Sapo e chegou em Matheus Henrique, que, de fora da área, ficou com o gol livre, mas finalizou mal. O tiro saiu fraco e o goleiro teve tempo de voltar para a área e fazer a defesa.

Aos 40, o Guaçuano chegou a fazer um golaço em uma finalização com categoria de fora da área de Pedrinho, que venceu o goleiro Marcão, mas a arbitragem assinalou falta, pois no momento do domínio antes da conclusão, após um afastamento mal dado pela defesa mogimiriana, a bola tocou na mão do atleta visitante.

Com direito a festa antes da partida em frente ao Estádio Vail Chaves, em clima de muita alegria, torcida prestigiou o Sapo no clássico regional deste domingo; clube estima público de mais de 2 mil torcedores (Foto: Raphael Silvestre)

O Guaçuano conseguiu o empate aos 51 minutos. Depois de Pedrinho fazer fila na defesa mogimiriana, levando da direita para o centro, fez um passe para a esquerda, resultando em um levantamento no segundo pau para Samuel dar um peixinho: 1 a 1. Na comemoração, aos 52, Italo subiu no alambrado, tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O árbitro Vinícius Bettio relatou em súmula que a torcida do Mogi arremessou garrafas plásticas em direção ao banco de reservas do Guaçuano.

Ao final da partida, houve confusão envolvendo os dois times. O árbitro expulsou Vinícius, do Guaçuano, e Thalles, do Mogi Mirim. Segundo relatou em súmula, Vinícius foi expulso por ter ido em direção à torcida do Mogi Mirim com falas provocativas e mostrando a camisa, o que causou um tumulto generalizado. Já a expulsão do atleta do Sapo foi justificada na súmula por Thalles atingir as costas de Vinícius com o antebraço de forma violenta. A arbitragem relatou também que, nos acréscimos, a torcida do Mogi Mirim iniciou cânticos homofóbicos com as palavras “já está confirmado, Mogi Guaçu só tem puta e viado”.

O Sapo jogou com Marcão; Piton, Felipe, Anthony e Guilherme; Thales, Pedro Lucas (Mateus Henrique) e Gustavo (Ryan); Richard (Diogo Lopes), Victor Pergola (Gabriel Ludovico) e Thierry (Sartori).

Com entrada gratuita, o Mogi Mirim estima ter recebido um público de mais de 2 mil torcedores.

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