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Morre o professor Benjamin Quintino, aos 96 anos

André Paes Leme

Mogi Mirim perdeu, na manhã de sexta-feira, 17, uma de suas principais mentes de todos os tempos. Faleceu, em casa, no Portal do Lago, o professor Benjamin Quintino da Silva, aos 96 anos, de causas naturais. Morreu ao lado do amor de sua vida, a advogada Liney Terezinha Quintino da Silva, e dos seus dois filhos, Mario Marcos e Marcos Vinícius.

Natural de São Pedro/SP, Quintino chegou a Mogi Mirim no início dos anos 1960, já com o diploma de bacharel em química embaixo do braço. Logo se destacou como professor do então Instituto Educação Estadual (IEE) Monsenhor Nora.

Ao lado de mestres como Frederick Heiden, Maria Helena e Mário Torezan, Terezinha Masotti, Pedro Dal Rio, José Flávio Juliani Citelli, Estela Araújo, Derli Padovani, Enedine Cassiani Barbosa, Regina Marques, Zelândia de Araújo, Norma Krol, dentre tantos outros professores espetaculares, transformou esta escola simples, de uma cidadezinha do interior, em referência no estado de São Paulo.

Porém, antes de se dedicar à educação, Quintino foi redator do famoso programa jornalístico Repórter Esso, que foi o antecessor do Jornal Nacional, da Rede Globo. Mesmo com todo o status que gozava à época, o jornalismo o perdeu. “Deixei o Repórter Esso porque amava a Educação”, disse Quintino, certa vez.

Mas dessa antiga profissão, herdou a facilidade em falar em público, de explicar e de escrever. E essas qualidades foram bastante úteis na carreira como professor de química. Em Mogi Mirim também se dedicou à filantropia, sendo um membro ativo do Rotary Club da cidade.

Em Mogi Mirim, o professor Benjamin Quintino também se dedicou à filantropia, sendo um membro ativo do Rotary Club da cidade (Foto: Arquivo/Divulgação)

Também foi graças a Quintino que nasceu o Interact Club no município, no qual centenas de jovens fizeram parte ativamente das campanhas realizadas por essa entidade. Quintino dizia que o Interact era a “menina de seus olhos”. Dono de um sorriso fácil, de uma educação britânica e de um cavalheirismo que já não se vê hoje em dia, Quintino lembrava um lorde. Chamava seus ex-alunos e alunas de professores. Jamais esquecia do nome de cada um deles, e não foram poucos em mais de 40 anos na sala de aula.

O professor também jamais revelava qual era seu time do coração. Porém, era fácil adivinhar. O Santos Futebol Clube, bicampeão mundial em 1962 e 1963, com Pelé, Dorval, Pepe e companhia, faziam seus olhos brilharem. Era capaz de descrever os gols como se estivesse no estádio.

O professor Quintino foi sepultado na manhã de sábado, 18, em Itapira, no Jazigo da família da esposa. Descanse em paz, mestre!

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