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Clínica para dependentes químicos é fechada pela 2ª vez em Mogi Mirim

Na manhã de terça-feira, 21, e pela segunda vez em seis meses, uma clínica destinada ao tratamento de dependentes químicos foi interditada no bairro Chácaras Sol Nascente, em Mogi Mirim.

Os proprietários do local são da cidade de Limeira. Segundo as autoridades, a clínica estava atendendo, de forma irregular, a 33 pacientes. Além de dependentes químicos, também havia idosos e pessoas com deficiência mental, todos no mesmo local, sem um tratamento específico para cada tipo de paciente.

Na clínica, não há assistência médica ou psicológica. Além disso, outras irregularidades constatadas durante a inspeção da equipe da Vigilância Sanitária da Prefeitura foram a falta de um responsável técnico, inexistência de um projeto terapêutico, péssimas condições de higiene em quartos e banheiros, além de remédios de uso contínuo (quando há) sem receita médica.

“Tinha um leito dentro de um dos banheiros”, comentou Vivian Delalibera, gerente da Vigilância em Saúde, que coordenou a fiscalização. Ela lembra ainda que um dos internos usa bolsa de colostomia e que precisaria de atendimento especial. “É que o risco de infecção neste ambiente de higiene precária é altíssimo”, alertou.

Ela disse ainda que, no momento em que chegou ao local, após uma denúncia do Conselho Municipal de Segurança (Conseg), havia apenas um auxiliar de enfermagem e, assim mesmo, estava com o registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) cancelado. “Também não encontramos os remédios ou os prontuários dos pacientes”, acrescentou.

Pelo menos sete guardas civis municipais foram dar apoio à Vigilância, inclusive uma viatura da Ronda Ostensiva Municipal. Entre os pacientes da clínica, pelo menos um estava com um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. A Secretaria de Assistência Social também foi acionada.

Pelo menos sete guardas civis municipais foram dar apoio à Vigilância, inclusive uma viatura da Ronda Ostensiva Municipal (Foto: Claudio H. Felício/Portal da Cidade Mogi Mirim)

SEGUNDA VEZ
Todos os 33 internos são de outras cidades, como Campinas, Limeira, Valinhos, Capivari, Conchal, Sumaré e até do Paraná. O custo médio de cada paciente é de R$ 800/mês. No dia 21 de dezembro de 2021, essa mesma clínica já havia sido fechada por problemas semelhantes. Na época, um dos donos se comprometeu a sanar todos problemas constatados e apresentar um projeto antes de voltar a funcionar.

“Ele não tinha autorização para reiniciar o atendimento aqui”, deixou claro a gerente da Vigilância em Saúde. Agora, a clínica será novamente lacrada e proibida de receber pacientes naquele local.
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Científica e policiais civis de Mogi Mirim também estiveram no local, colhendo depoimentos e materiais para análise.

 

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