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Lei visa garantir estrutura para tecnologia 5G em Mogi Guaçu

A Câmara Municipal de Mogi Guaçu aprovou recentemente o Projeto de Lei nº 85/2022, que dispõe sobre o procedimento para a instalação de infraestrutura de suporte para Estação Transmissora de Radiocomunicação (ETR, ETR Móvel e ETR Pequeno Porte) no município.

A autorização foi concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nos termos da legislação federal vigente. O projeto é de autoria do prefeito Rodrigo Falsetti com a participação da vereadora Lili Chiarelli.

O secretário municipal de Tecnologia, Josimar Araujo Borges Cerqueira, contou que a nova lei vai permitir que Mogi Guaçu possa suportar estruturas de transmissão de tecnologia 5G. “O termo 5G é utilizado para a quinta geração de telefonia móvel, sendo a evolução das anteriores 3G e 4G”, explicou.

O sinal de 5G puro (sem interferência de outras frequências) estreia no Brasil nesta quarta-feira, 6. A primeira cidade a oferecer o sinal será Brasília, cujo funcionamento foi aprovado na última segunda-feira pela Anatel.

As diferenças do 5G para as demais gerações são a altíssima velocidade de download e upload (1Gbps a 10Gbps), que, no mínimo, deve ser quase 10 vezes mais rápido que o 4G; baixa latência que garante um tempo de resposta idêntico a internet cabeada e maior quantidade de equipamentos simultâneos conectados por antena de transmissão.

“Uma das grandes promessas do 5G para os próximos anos é uma maior cobertura de internet para a zona rural que hoje dispõe de poucas opções e na grande maioria todas são insuficientes no quesito de velocidade e qualidade de sinal”, falou.

Cerqueira explicou que provedores locais de internet poderão se tornar escassos, pois o 5G consegue entregar qualidade de internet no mesmo patamar de fibra ótica e com custo inferior. “Outra vantagem é a ampliação de tecnologias de Internet das Coisas (IoT), assim como o 4G popularizou o uso de aplicativos como iFood, Uber, Instagram e WhatsApp. O 5G promete sem dúvidas alterar a percepção e balançar o mercado nesse setor”, comentou.

No entanto, como é uma tecnologia que pode trabalhar com frequências de transmissão de até 27Ghz para garantir essa qualidade, foi necessário criar essa legislação que desburocratiza e permite que as operadoras possam instalar essas antenas em postes, prédios, comércios e festas. “Trata-se de mais um passo para a transformação de Mogi Guaçu em uma cidade inteligente. Assim, o objetivo é viabilizar parcerias na busca de melhorar a vida dos cidadãos com o uso das redes de alta velocidade”, concluiu.

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