A Comarca

Estiagem já provoca aumento das ocorrências de queimadas

Ainda que em uma escala menor do que ocorreu no primeiro semestre do ano passado, o Corpo de Bombeiros Municipal de Mogi Mirim já intensifica os trabalhos de combate a focos de queimadas registradas na área urbana da cidade.

O volume de chuva que vinha sendo registrado até maio, acima dos índices do ano passado, contribuiu para que a vegetação se mantivesse intacta por um período mais longo em 2022.

Contudo, no mês de junho, houve uma reversão dessa tendência. Segundo dados do Sistema Autônomo de Água e Esgotos (Saae) de Mogi Mirim, a precipitação pluviométrica total de junho deste ano foi uma das mais baixas da história recente, com apenas 3,3 mm. Cada milímetro (mm) equivale a um litro de água por metro quadrado.

O último registro de chuva ocorreu no dia 18 de junho, com módicos 2,2 mm, algo equivalente a um chuvisqueiro.

Os efeitos desta situação aparecem nas estatísticas dos bombeiros. Segundo o agente Di Martini, coordenador do grupamento, foram 40 registros em maio e 45 em junho. Em julho do ano passado, para efeito de comparação, os bombeiros municipais atenderam a 84 ocorrências. “Julho tradicionalmente é um mês bastante seco e a estiagem tende a se agravar”, ponderou.

Condições climáticas nesse período do ano favorecem disseminação de queimadas em terrenos baldios (Foto: Divulgação)

Di Martini destaca ainda que a baixa umidade do ar aliada ao fato de o mês de julho ser um período onde os ventos são mais comuns, é comum um número maior de registros nesse período.

Por isso mesmo, segundo ele, a secretaria de Segurança Pública cuida de realizar um trabalho de conscientização junto à comunidade, para que a população ajude na prevenção, evitando, por exemplo, atear foto em terrenos, montes de lixo e atirar bituca de cigarro acesa pelas janelas dos veículos em acostamento de rodovias.

Além de proibida pelas legislações no âmbito federal e estadual, também na esfera municipal existe uma lei (5223/2011) que veda o uso do fogo na limpeza de imóveis abertos ou fechados, total ou parcialmente.

Em caso de constatação da prática pelo serviço de fiscalização – provocada ou não pelo dono do terreno – a Prefeitura pode aplicar multa cujo valor fica próximo dos R$ 2,50 por metro quadrado. Se o proprietário do imóvel recebeu intimação para fazer limpeza e não tomou as providências exigidas, o valor da multa dobra.

EFETIVO
O Corpo de Bombeiros de Mogi Mirim conta com três caminhões de combate a incêndio, com capacidade para armazenar, respectivamente 2 mil, 2,6 mil e 8 mil litros de água.

Conta ainda com diversos equipamentos utilizados no combate ao fogo em vegetação, como abafadores, bombas costais e sopradores. O efetivo médio diário para dar atendimento a este tipo de ocorrência, entre outras atribuições, é de cinco agentes por dia. “Estamos prontos para mais um período de estiagem”, garantiu Di Martini.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Veja mais
Confira mais notícias
Edições semanais
Capa Nelson Theodoro
Capa Pacóla
Capa Nelson Theodoro

Siga a comarca nas redes sociais

site_mobile_menu

Siga A Comarca

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp